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Molécula artificial tem resultados promissores contra a aids

Testada em quatro macacos, a substância se liga ao vírus, impedindo que ele infecte as células

Um novo medicamento contra a aids se mostrou eficaz em testes com macacos. Trata-se de uma molécula artificial programada para se ligar ao vírus, impedindo que ele infecte as células do organismo. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira na revista científica Nature.

A substância artificial fez com que quatro macacos não contraíssem o HIV, mesmo sendo expostos ao vírus. O imunologista Michael Farzan, do Scripps Research Institute, um centro de pesquisa americano sem fins lucrativos, e mais 33 pesquisadores desenvolveram a molécula a partir do conhecimento já existente de como o HIV infecta as células.

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O vírus se liga simultaneamente a dois receptores na superfície dos leucócitos (também conhecidos como glóbulos brancos), o CD4 e o CCR5. A molécula criada pelos cientistas, denominada eCD4-Ig, contém partes desses dois receptores em um anticorpo. Assim, o HIV se liga a essas moléculas artificiais, em vez de atacar as células do organismo, e é neutralizado.

No teste, a equipe infectou quatro macacos com um vírus inofensivo que continha um gene produtor da molécula eCD4-Ig. Com isso, as células dos animais foram forçadas a produzir a nova substância. Testados por 34 semanas com doses cada vez mais elevadas do vírus da aids, nenhum dos macacos foi infectado.

Farzan afirma que, como medida de segurança, muitos macacos precisam ser submetidos à técnica antes que ela seja reproduzida em humanos.

(Da redação de VEJA.com)