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Modificação genética em mosquito visa impedir disseminação da malária

Alterações nos genes que aumentam a expressão genética anti-malária estão sendo testadas como nova estratégia

Por Sabrina Brito 14 abr 2021, 12h02

Um estudo publicado no último dia 13 no periódico científico eLife indicou uma nova forma de tentar erradicar a malária. Trata-se da alteração de genes do mosquito transmissor para evitar a propagação da doença e de forma que eles passem esses genes anti-malária para as próximas gerações.

A medida vem como forma de tentar contrabalancear algumas adaptações naturais desses insetos, como sua crescente resistência a pesticidas, e do próprio parasita causador da malária, cuja habilidade de lidar com drogas anti-malária têm aumentado com o passar das gerações.

Na presente pesquisa, os cientistas modificaram os genes do mosquito Anopheles gambiae com a ajuda da tecnologia CRISPR-Cas9. O método baseou-se na inserção de um gene que codifica uma proteína anti-malária entre os genes que são ativadas quando o inseto entra em contato com sangue.

Em seguida, os pesquisadores propiciaram as condições adequadas para que os mosquitos procriassem, com a intenção de verificar se eles seriam capazes de se reproduzir e se manter saudáveis. Os experimentos apresentaram evidências de que essa modificação genética pode, sim, atingir os resultados esperados, fornecendo uma importante arma em potencial na luta contra a malária.

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