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Jovens bebem até cair? Você vai se surpreender com a resposta

Pesquisa em cinco países mostra que a geração Y está preocupada com a imagem e por isso prefere beber de forma moderada

Por Abril Branded Content Atualizado em 1 dez 2016, 09h26 - Publicado em 14 jan 2016, 15h09

Eles nasceram na era digital, têm fama de narcisistas e frequentemente contestam a hierarquia no ambiente de trabalho. A geração Y, formada por quem nasceu a partir da década de 1980, é famosa por desafiar antigos padrões sociais. Mas como é hoje a relação desses jovens com a diversão? Com a bebida? Com os amigos e o trabalho?

Quando o assunto é bebida alcoólica, há evidências de que o comportamento jovem é moderado. Ser “cool” hoje é saber aproveitar os momentos de lazer sem perder o controle. O antigo hábito de beber muito se tornou uma prática malvista por uma geração que se acostumou a ter sua imagem exposta nas redes sociais.

Pesquisa feita pela consultoria inglesa de tendências Canvas8 com jovens de cinco países (Brasil, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra e México) mostra que 75% controlam o consumo de álcool na maioria das vezes em que saem à noite. Entre os brasileiros, o indicador sobe para 82%. O levantamento ouviu mais de 5 000 jovens, entre 21 e 35 anos.

O resultado ilustra uma tendência de comportamento da geração Y. Quase dois terços dos jovens ouvidos pela empresa de comunicação Havas Worldwide, em uma pesquisa global, acreditam que consumir menos é uma forma de transformar o mundo. “A ideia de que o exagero é algo negativo está por trás de diversos comportamentos disseminados entre os jovens, como o respeito à natureza e o equilíbrio entre os cuidados com o corpo e a mente”, afirma Michel Alcoforado, antropólogo formado pela University of British Columbia.

No Brasil, os jovens também parecem mais conscientes de seus atos. Um levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2014 mostra que 4,4% dos entrevistados entre 18 e 24 anos admitiram ter dirigido depois de beber. Dois anos antes, esse número era 6,3%.

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Quase 60% dos entrevistados pela Canvas8 dizem que preferem beber com moderação para manter o autocontrole. E mais de um terço dos millennials brasileiros afirmou já ter passado por situações embaraçosas depois de beber além da conta e ver uma foto que gostaria de esconder exposta nas redes sociais. Para a grande maioria (97%), beber excessivamente pode até mesmo atrapalhar na hora de encontrar um namorado ou uma namorada.

Não é à toa que reputação está no topo das preocupações. Para a geração Y, imagem é coisa séria e deve ser preservada, até porque estar conectado é tão natural para os jovens quanto comer e beber. É pelas redes sociais, por exemplo, que eles se relacionam com os amigos, com as marcas e com a sua rede profissional.

Valorizar experiências é outra característica da geração Y. Conhecer algo novo chega a ser mais importante que ter acesso a bens materiais. O estudo Radar Jovem 2015, feito pela consultoria B2, mostra que 69% dos brasileiros entre 18 e 24 anos acham que vale a pena gastar suas economias com viagens. Viajar está na frente de desejos como ter um carro novo ou um imóvel próprio, por exemplo.

A busca por uma boa experiência também se reflete nos hábitos de diversão. Segundo 46% dos jovens ouvidos pela Canvas8, a qualidade é o principal aspecto a ser considerado na hora da escolha da bebida, seguida de sabor, preço e teor alcoólico. “O acesso difundido à informação facilitou aos jovens conhecer produtos de melhor qualidade”, afirma o antropólogo Michel Alcoforado. “Muitos se acostumam com as opções premium e mudam seus hábitos de consumo à medida que se tornam independentes.”

O mesmo acontece em outros aspectos da vida, como o profissional. Os jovens sabem muito bem que, com novas disciplinas e tecnologias surgindo a cada dia, eles serão cada vez mais importantes dentro das empresas, e fazer a melhor escolha profissional é um passo decisivo. Quando a Havas Worldwide perguntou a eles qual seria o melhor sinal de que estão fazendo bem seu trabalho, 46% disseram que gostariam de ser reconhecidos como experts em seus campos e apenas 20% falaram em promoção ou aumento de salário como forma de reconhecimento.

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