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Estudo da Unicamp mostra que canabinoides combatem doenças do cérebro

Assinam a pesquisa cientistas do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia

Por Da Redação 27 Maio 2022, 11h16

Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que o canabinoide, substância encontrada em plantas do gênero cannabis, podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. Assinam a pesquisa cientistas do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia, publicada nesta sexta, 27, na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences.

Na verdade, trata-se de uma evolução nas pesquisas sobre a aplicação dessas substâncias no tratamento desse tipo de doença. “A gente sabe muito sobre o efeito dos canabinoides, endocanabinoides ou sintéticos sobre os neurônios”, diz Daniel Martins de Souza, um dos pesquisadores. “Estamos aprendendo agora que essas substâncias também atuam sobre as células da glia.”

Martins de Souza explica que glia significa cola em grego, porque no passado os cientistas achavam que essas células serviam apenas para ligar os neurônios. Nas últimas duas décadas, no entanto, estudos mostraram que elas têm outras funções. A pesquisa analisou a interação de uma delas, o oligodendrócito, com os canabinoides.

O oligodendrócito é responsável por produzir a bainha de mielina, que faz o “encapamento” dos axônios, elemento através do qual os neurônios se comunicam. “Para o neurônio conseguir conversar com outro por meio de impulsos elétricos, ele precisa de um encapamento”, explica o cientista.

Por isso que falhas nas células da glia podem causar doenças. “A bainha de mielina é destruída, por exemplo, na esclerose múltipla, eventualmente até na doença de Alzheimer”, diz Martins de Souza. “Então, a bainha de mielina é importante para que o neurônio funcione.” Depressão e esquizofrenia são outras doenças que podem se beneficiar dessa descoberta.

Com a análise in vitro, os pesquisadores viram que os canabinoides promovem a proliferação dos oligodendrócitos. O especialista destaca que estudos com animais e humanos devem confirmar esse comportamento. A pesquisa também mostrou que, com os canabinoides, os oligodendrócitos amadurecem melhor. “Isso abre novas avenidas pra gente investigar potenciais tratamentos de doenças”, completou ele.

Além do canabidiol, canabinoide extraído de plantas do gênero cannabis, o organismo humano produz a substância, chamada endocanabinoide. “Descobriu-se que os compostos da cannabis se ligam a receptores no cérebro, que passaram a ser conhecidos como receptores canabinoides. Depois, descobrimos que o nosso organismo produz substâncias que interagem com esses mesmos receptores. Tudo isso é chamado de canabinoide”, explica o pesquisador.

O estudo, portanto, utilizou tanto compostos extraídos de plantas do gênero cannabis, como o canabidiol, o endocanabinóide, quanto sintéticos.

(Com Agência Brasil)

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