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Estudo: Casos de demência podem quase triplicar em 30 anos

No Brasil, o número de doentes pode chegar aos 5,6 milhões até 2050, indica pesquisa

Por Sabrina Brito 7 jan 2022, 17h25

Uma nova pesquisa publicada ontem no periódico científico Lancet Public Health revelou que, até 2050, o número de casos de demência no mundo podem triplicar. Os números se aplicam a adultos com 40 anos ou mais.

Os pesquisadores elaboraram estimativas para 204 países, levando em conta fatores de risco para a demência (a exemplo do tabagismo e da obesidade). Segundo os especialistas, o Brasil pode ver a incidência de casos da doença crescer 206%, afetando 5,6 milhões de indivíduos até 2050.

O artigo aponta ainda que os maiores níveis de crescimento de casos provavelmente serão registrados no leste da África Subsaariana. Lá, a demência pode crescer 357%, influenciando as vidas de 3 milhões de indivíduos. Por outro lado, o aumento mais discreto deve ocorrer nos países de alta renda da Ásia-Pacífico, com 53%.

De acordo com os cientistas, os principais impulsionadores do crescimento da demência são o incremento e o envelhecimento populacionais observados pelo planeta. Para tentar evitar o desenvolvimento desse mal, é possível investir no afastamento da depressão, da hipertensão e do sedentarismo, apontam os pesquisadores. Afinal, um estilo de vida saudável frequentemente culmina em uma mente saudável.

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