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Esqueleto de mamute é descoberto na França

Batizado de Helmut, o animal viveu entre 200.000 e 50.000 anos atrás. Foram encontrados um fêmur, duas presas, uma mandíbula e quatro vértebras ligadas aos omoplatas inferiores na cidade de Meaux

Um esqueleto quase completo de um mamute que teria vivido entre 200.000 e 50.000 anos atrás foi descoberto em um sítio arqueológico na região administrativa da Picardia, norte da França. O animal provavelmente era um Mammuthus primigenius, ou mamute lanoso.

Os ossos de tamanho impressionante foram descobertos no verão europeu passado por ocasião da escavação de um sítio arqueológico em Changis-sur-Marne, perto da cidade de Meaux, pelo Instituto de Investigação Arqueológica Preventiva (Inrap). A descoberta foi apresentada à imprensa nesta terça-feira . O instituto afirma que o achado é excepcional uma vez que apenas três exemplares de mamute foram encontrados no país em 150 anos.

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MAMUTE LANOSO

O mamute lanoso (Mammtuhus primigenius) é uma espécie adaptada ao frio da Sibéria. Esses animais tinham o corpo coberto por pelos castanhos longos que formavam uma cobertura espessa contra o clima gelado. Compunham a megafauna do Pleistoceno (período entre 1,8 milhão e 11.000 anos atrás) e são parentes próximos dos elefantes asiáticos e africanos.

NEANDERTAL

A Homo neanderthalensis é uma espécie extinta do gênero Homo, o mesmo dos humanos modernos, que viveu na Europa e em partes da Ásia entre 130.000 e 40.000 anos atrás. Os neandertais, que coexistiram com os Homo sapiens, receberam este nome porque a primeira ossada do homem pré-histórico foi encontrada em uma caverna no Vale de Neander, na Alemanha, em 1856. “Tal” significa “vale” em alemão.

Foram reconhecidos um fêmur, duas presas, uma mandíbula e quatro vértebras ligadas aos omoplatas inferiores. A análise dos ossos deve permitir traçar a história do mamífero, que tem sido chamado de Helmut pela equipe de escavação, embora não esteja claro se o esqueleto é de um macho ou de uma fêmea.

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Extinção do mamute lanoso não foi repentina

A descoberta excepcional também ajudará a esclarecer as ligações do mamute com o homem, investigando, por exemplo, se ele teve uma morte natural ou se foi capturado. Segundo o Inrap, o animal foi contemporâneo do homem de Neandertal. Os pesquisadores esperam determinar no futuro se o mamute de Changis-sur-Marne foi morto por neandertais, o que pode contribuir para o debate sobre as habilidades de caça dessa espécie extinta do gênero Homo. No sítio também foram encontrados pedaços de sílex (um tipo de rocha) que parecem ter sido usados para cortar a carne do animal, disse o cientista responsável pela escavação, Gregory Bayle. Os arqueólogos já foram capazes de demonstrar que se trata de um animal jovem, com idade entre 20 e 30 anos. O grupo também irá tentar explicar a presença no mesmo local de elementos de um segundo esqueleto de mamute, um úmero e um fragmento de presa. Os mamutes desapareceram da Europa ocidental há cerca de 10.000 anos, em virtude do aquecimento do clima. Eles foram definitivamente extintos há cerca de 4.000 anos. (Com Agence France-Presse)