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Como foi a recuperação da vida após a extinção dos dinossauros

Dimensões corporais dos animais de sangue quente e diversificação da flora estão entre os resultados do evento

Por Sabrina Brito - 24 out 2019, 17h59

Há aproximadamente 66 milhões de anos, o impacto de um asteroide aniquilou os dinossauros da Terra e deu início a um evento de extinção em massa que acabou com 76% das espécies do planeta. Os detalhes sobre o desenvolvimento e a recuperação da vida depois do impacto catastrófico foram sempre nebulosos. Um estudo publicado hoje no periódico científico Science pode ajudar a esclarecer alguns desses pormenores.

O estudo se baseou na análise de uma coleção de fósseis encontrada no Colorado (EUA) e datada da época que se seguiu à batida do asteroide — uma das pouquíssimas do tipo no mundo. Os cientistas descobriram, por exemplo, que o tamanho máximo dos corpos dos mamíferos foi triplicado depois da extinção em massa. Ao mesmo tempo, teria ocorrido um aumento exponencial na riqueza da flora.

De acordo com os especialistas envolvidos na pesquisa, a investigação desses fósseis pode ser importante para prever a recuperação dos ecossistemas que se segue a eventos catastróficos. Dadas as dificílimas condições ambientais que atualmente enfrentamos, esse tipo de conhecimento pode ser especialmente essencial.

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