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Cientistas dizem que um cometa, não um asteroide, causou a extinção dos dinossauros

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteroide

Por Da Redação - Atualizado em 6 Maio 2016, 16h21 - Publicado em 5 abr 2013, 17h15

Há cerca de 66 milhões de anos, a Terra passava pela sua quinta grande extinção, que pôs fim ao reinado dos dinossauros. A explicação mais aceita a respeito do que causou essa extinção em massa é o impacto de um asteroide. Mas pesquisadores da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, atribuem esse evento a outro “visitante do espaço”: um cometa.

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ASTEROIDES

São corpos celestes menores que planetas formados por rochas e metais, que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos.

COMETAS

São corpos celestes formados por gelo, gases congelados e poeira.

PERÍODO CRETÁCEO

Última etapa da chamada “Era dos Dinossauros” compreendida entre 145 e 65,5 milhões de anos atrás. Foi marcada, em seu final, pela extinção de todos os dinossauros não avianos.

PERÍODO TERCIÁRIO

Antigo período da era Cenozoica, que congregava as épocas Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno. A partir de 1989, a Comissão Internacional de Estratigrafia deixou de reconhecer o período Terciário. Em seu lugar foi estabelecido o período Paleogeno (de 65 milhões a 23 milhões de anos atrás) – e, com isso, muitos geólogos passaram a adotar o termo extinção K-Pl (onde Pl representa o período Paleogeno) em substituição ao termo extinção K-T.

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Asteroides são corpos celestes formados por rochas. Cometas são “bolas de neve” formadas por uma mistura de gelo, gases congelados e poeira. Quando se aproximam do Sol, os cometas se aquecem e se tornam brilhantes. A poeira e os gases formam uma cauda que pode ter milhões de quilômetros.

A teoria de que um asteroide causou a extinção dos dinossauros se originou com as descobertas do físico americano Luis Alvarez e seu filho, o geólogo Walter Alvarez, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Em 1980, eles identificaram concentrações elevadas do elemento químico irídio na fronteira K-T, que marca a transição do período Cretáceo para o período Terciário, quando ocorreu a extinção dos dinossauros.

O irídio é um elemento raro na crosta terrestre, mas é comum em rochas espaciais, como asteroides. Para os Alvarez, isso indicava que um asteroide havia colidido com a Terra nesse período, cerca de 66 milhões de anos atrás. Essa teoria continuou em debate até 2010, quando um grupo de 41 cientistas publicou um artigo em favor da hipótese dos Alvarez.

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Nova teoria – O local apontado como o ponto de colisão é a Cratera de Chicxulub, soterrada abaixo da Península do Iucatã, no México. Os pesquisadores da Faculdade de Dartmouth, Jason Moore e Mukul Sharma, apresentaram em março, na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Texas, um trabalho em que defendem que o corpo celeste que provocou o impacto e criou Chicxulub é, na verdade, um cometa.

A dupla de Dartmouth analisou os dados publicados sobre o irídio presente na fronteira K-T, comparando-o com o ósmio, outro elemento químico presente em rochas espaciais. Eles concluíram que a quantidade de irídio acumulada era na verdade menor do que os cientistas haviam estimado. Assim, o corpo celeste que atingiu a Terra também teria que ser menor. Porém, um asteroide pequeno não seria capaz de gerar uma cratera de 180 quilômetros de largura, como a de Chicxulub.

A explicação que melhor se ajustou a um corpo celeste com energia o bastante para gerar tal cratera e que ao mesmo tempo possuísse material rochoso em menor quantidade foi a colisão com um cometa. “Nós propomos um cometa porque eles possuem uma porcentagem menor de irídio e ósmio em relação à sua massa do que asteroides. Um cometa em alta velocidade teria energia suficiente para criar uma cratera de 180 quilômetros de largura”, afirma Moore.

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