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Cassini inicia ato final após 20 anos de descobertas em Saturno

Sonda encontrou em lua de Saturno condições para a existência de vida fora da Terra

Por Da redação - Atualizado em 10 abr 2017, 07h08 - Publicado em 10 abr 2017, 06h48

A sonda espacial internacional Cassini, que orbita Saturno desde 2004, se prepara para sua desintegração na atmosfera do planeta dos anéis. O ato final acontece após uma missão de 20 anos repletos de descobertas surpreendentes, entre eles a possibilidade de vida fora da Terra.

Essa condição levou os responsáveis pela missão a lançar o robô espacial contra a superfície de Saturno, em uma tentativa de evitar que a queda acidental comprometa o desenvolvimento de vida incipiente.

O receio é que Cassini caísse sobre Encélado, a pequena lua gelada de Saturno na qual a sonda determinou, pela primeira vez, a existência extraterrestre de água, energia química disponível e material orgânico, condições para o desenvolvimento da vida.

Ao chegar ao fim de suas missões devido ao esgotamento do combustível que lhes permite mudar de trajetória aproveitando as forças gravitacionais, algumas sondas espaciais são abandonadas orbitando perpetuamente os objetos celestes que estudaram. Neste caso, no entanto, os cientistas não querem correr riscos. Organismos microscópicos vivos existentes em Cassini poderiam comprometer o desenvolvimento de vida em Encélado ou outra das 61 luas de Saturno, em uma eventual queda acidental.

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A sonda Cassini, um projeto conjunto da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana (ASI), será posta em curso por uma zona não explorada entre Saturno e seus anéis em setembro. O robô espacial “se romperá, derreterá, vaporizará e se converterá em uma parte do mesmo planeta ao qual partiu há 20 anos para explorar”, afirmou o responsável pelo projeto Cassini, Earl Maize.

20 anos de estudos
A sonda robótica foi lançada ao espaço em outubro de 1997 e, desde então, estudou Saturno, seus anéis e campo magnético. Cassini fez numerosas descobertas, incluindo a atividade hidrotermal existente no “oceano global” dentro de Encélado, bem como os mares líquidos de metano da lua Titã.

Além de mandar imagens inéditas do planeta, seus anéis e suas luas, a sonda descobriu que Encélado tem uma grande atividade geológica, incluindo nuvem de gelo, vapor de água e moléculas orgânicas emanando de sua região polar sul.

(Com EFE)

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