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Camada de ozônio sobre o Ártico sofre redução de 40%

É a queda mais abrupta já registrada na região. Agência da ONU chama atenção para a persistência na atmosfera de substâncias nocivas ao ozônio

A camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução sem precedentes no último inverno (do Hemisfério Norte, verão no Brasil). Observações feitas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelam que a camada registrou uma redução de quase 40% no Ártico entre dezembro de 2010 e março de 2011. A queda mais abrupta antes registrada era de 30% no mesmo período – e na mesma região. Conforme o órgão da ONU, o fenômeno exigirá das regiões que estão no Hemisfério Norte uma vigilância maior do nível de exposição das radiações ultravioletas.

A perda recorde de ozônio registrada pelos cientistas é explicada, segundo a OMM, pela “persistência na atmosfera de substâncias nocivas ao ozônio e por um inverno muito frio”. “Com o fim do inverno e o aumento das temperaturas, as pessoas terão que tomar mais cuidado ao se exporem ao sol”, advertiu a agência.

Na Antártica, a diminuição da concentração da camada de ozônio é um fenômeno anual que acontece no inverno e na primavera em consequência das temperaturas extremamente baixas, enquanto no Ártico, as condições meteorológicas variam muito mais de um ano para o outro. Alguns invernos árticos se caracterizam por uma perda de ozônio quase nula, enquanto em outros anos a persistência das temperaturas baixas após o fim da noite polar pode provocar uma diminuição significativa da camada de ozônio.

As substâncias que contribuem para a redução da camada de ozônio, como os clorofluorcarbonetos (CFC), que eram utilizados até recentemente em geladeiras, aerossóis e extintores, passaram a ser eliminadas progressivamente por causa do Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1989. Graças ao acordo internacional, a camada de ozônio, com exceção das regiões polares, deve voltar ao nível registrado antes de 1980 até 2030-2040, segundo a OMM. De acordo com a organização, a diminuição de ozônio que ocorre anualmente sobre Antártica é um fenômeno que persistirá até 2045-2060, enquanto sobre o Ártico o retorno à normalidade deve acontecer de 10 a 20 anos antes.

Proteção – A exposição aos raios ultravioletas pode provocar câncer de pele, cataratas e alteração do sistema imunológico. Algumas espécies da fauna marinha e certas plantações também podem ser afetadas. A camada de ozônio protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol, prejudiciais à saúde.