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Caça faz população de elefantes-africanos cair 30% em sete anos

De acordo com primeiro censo em escala continental a levantar o total de elefantes das savanas africanas, há pouco mais que 350.000 animais em 18 países

A população de elefantes-africanos caiu 30% entre 2007 e 2014 – número equivalente à morte de 144.000 animais. Os dados são da pesquisa Great Elephant Census, o primeiro levantamento em escala continental a contabilizar o total de elefantes das savanas africanas, em 18 países. Divulgado na plataforma PeerJnesta semana, o estudo revela que existem apenas 352.271 animais em toda região – muito menos que os 20 milhões estimados no início do século XX ou o 1,3 milhão que se acreditava que habitassem o continente em 1979.

Liderado por Michael Chase, fundador da Elephants Without Borders, o censo mapeou as populações de elefantes-africanos com o uso de aviões e usou métodos de coleta de dados e validação padronizados. Os resultados obtidos pela pesquisa podem auxiliar governos e organizações a criar medidas para a conservação da espécie.

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Caça ilegal

O motivo dos elefantes-africanos estarem sumindo é a caça. Segundo os 90 especialistas que participaram da pesquisa, a busca pelo marfim tem causado uma redução de 8% por ano na população desses animais no continente africano. Caso esse tipo de caça não acabe, os pesquisadores afirmam que existe o risco de que eles desapareçam em muitas partes na África. Os esforços para a grande pesquisa foram calculados em 8 milhões de dólares – vindos, de grande parte, do bolso dos bilionários Paul Allen, um dos fundadores da Miscrosoft, e Jody Allen, sua irmã.

A equipe de pesquisadores conseguiu cobrir 463.000 quilômetros, distância equivalente a uma viagem até a Lua e um quarto da volta para a Terra. O ecologista Curt Griffin e o pesquisador Scott Schlossberg, da Universidade de Massachusetts Amherst, compilaram e analisaram estatisticamente os dados fornecidos por Chase, realizando uma observação dupla para garantir que o número de elefantes-africanos estava o mais correto possível. Os mais de 352.000 animais contados pelos pesquisadores representam 93% da população de elefantes-africanos nos países pesquisados. Os especialistas ainda estimaram que, para cada 100 desses animais vivos, existam 12 carcaças, número que alerta os pesquisadores para o declínio da espécie.

“As ferramentas de análise estavam disponíveis, mas nunca haviam sido usadas para calcular a população de elefantes. Agora, os resultados nos fornecem marcos referenciais para sabermos se os esforços de conservação estão sendo bem-sucedidos e identificar áreas que precisamos fortificar os trabalhos”, afirmou Griffin. “Espero que números tão deprimentes quanto esses sirvam como um estímulo para a ação e mudança. O Great Elephant Census nos informou que precisamos agir agora”, disse o vice-diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Ibrahim Thiaw, em comunicado.

Comentários

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  1. Reinaldo Favoreto Júnior

    o animal mais prejudicial à Terra — na verdade o único animal prejudicial à Terra, vai acabar conseguindo, destrói tudo que toca

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  2. Paulo Cezar Grigolli

    Censuraram meu comentário prévio ?

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  3. Adilson Silva

    Deveriam proibir o comércio de produtos fabricados com marfim no mundo inteiro. Deveriam tratar do comércio desses produtos tal qual as drogas, com penalizações severas. acredito que com isso diminuiria muito essa matança covarde. É um animal lindo que merece ser protegido e não dizimado.

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