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Asteroide que dizimou dinossauros possibilitou surgimento da Amazônia

Novo estudo indica que outro resultado do impacto foi a criação de condições para o surgimento de florestas tropicais

Por Sabrina Brito Atualizado em 5 abr 2021, 12h41 - Publicado em 5 abr 2021, 12h40

Uma pesquisa recente utilizou 50 mil amostras de pólen fossilizado e 6 mil folhas coletadas na Colômbia para investigar como o impacto do asteroide que dizimou os dinossauros mudou o cenário das florestas tropicais sul-americanas. Depois do evento cataclísmico, o tipo de vegetação nesses locais mudou drasticamente. A pesquisa foi publicada na revista científica Science.

Os cientistas descobriram que, antes do impacto, samambaias e coníferas eram comuns na Península de Iucatã, no México. Depois, contudo, a diversidade vegetal caiu 45% e o número de extinções de espécies de planta cresceu acentuadamente, sobretudo entre vegetais dotados de sementes. Ao longo dos seis milhões de anos seguintes, plantas com flores dominaram o cenário.

Enquanto dinossauros ainda andavam sobre a Terra, as árvores das florestas tropicais eram espaçadas, de forma que suas copas não se sobrepunham. Posteriormente, entretanto, espécies desenvolveram-se de forma que muito menos luz hoje chega ao solo nesses locais.

Há três explicações possíveis, segundo os pesquisadores: ou dinossauros mantinham as árvores menos densas ao alimentar-se delas, ou as cinzas geradas pelo impacto tornou os solos mais ricos e concedeu uma vantagem a plantas com flores ou a extinção de espécies coníferas deu espaço para vegetais com flores dominarem o cenário. Mais estudos são necessários para entender melhor o que de fato aconteceu.

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