Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Após cem anos de buscas, túmulo maia é encontrado em Belize

A tumba é uma das maiores já encontradas pelos arqueólogos. Paredes são cobertas de hieróglifos que podem ajudar a desvendar o declínio da civilização

Por Da redação Atualizado em 9 ago 2016, 17h31 - Publicado em 9 ago 2016, 16h44

Uma equipe internacional de arqueólogos descobriu um túmulo maia que pode ser o maior já visto em um século de escavações em Belize, na América Central. É a primeira tumba real encontrada em Xunantunich, uma cidade no Oeste do país, e seu interior contém um precioso tesouro: hieróglifos que podem ajudar a desvendar as razões para o declínio da civilização maia, cujo colapso político aconteceu por volta do século IX. O trabalho foi publicado na última edição do Journal of the Precolumbiam Art Research Institute.

Leia também:
Complexo sistema hidráulico é descoberto debaixo de pirâmide maia
Clima foi fundamental para declínio de civilização maia

O túmulo fica entre as ruínas de Xunantunich (que significa “mulher de pedra”, em maia), que funcionava como um centro para os rituais do império entre os séculos VI e VIII. A equipe liderada por Jaime Awe, da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, e Christophe Helmke, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, encontrou a tumba cerca de 4 metros abaixo do solo, escondida sob terra e árvores.

Na estrutura, de 4,5 metros por 2,4 metros, havia o esqueleto de um jovem, entre 20 e 30 anos, deitado com a cabeça virada para o Sul, ossos de jaguares e cervos, pedras de jade (que possivelmente formavam um colar), vasos de cerâmica e outros objetos de pedra e barro no formato de animais, vegetais e outros símbolos. Além dos artefatos, os pesquisadores encontraram também as rochas com a inscrição de hieróglifos.

De acordo com os pesquisadores, o túmulo guarda os despojos de um membro da “dinastia da serpente”, conhecida pelo emblema que retratava a cabeça do animal. A família dominou a região por décadas durante o século VII e, segundo os cientistas, os hieróglifos encontrados podem trazer novos indícios sobre uma fase tumultuada da dinastia, antes que ela houvesse dominado politicamente a região.

Posteriormente, a cidade de Xunantunich foi abandonada por seus habitantes, durante o colapso da civilização, que aconteceu por razões ainda misteriosas. Alguns estudos indicam que guerras, doenças e mudanças climáticas contribuíram para o declínio dos maias.

Império Maia

O império maia, localizado onde hoje ficam a Guatemala, Honduras, Belize e o México, chegou ao auge no século VI. Sua população construiu templos, cidades e enormes pirâmides. Por volta do ano 900 d.C., o império entrou em colapso, após enfrentar um período de declínio que durou quase dois séculos. Cidades e vastas áreas foram deixadas pela população.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)