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Agência Espacial Europeia prepara sonda que deve se aproximar do Sol

Com lançamento previsto para 2017, o equipamento estudará a heliosfera, região periférica da estrela

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 09h35 - Publicado em 16 mar 2015, 18h42

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) planeja enviar ao espaço uma sonda que se aproximará do Sol mais do que qualquer objeto criado pelo homem. A missão acaba de passar por um estágio crucial de pré-lançamento: a finalização do modelo estrutural e térmico da nave. Essa etapa foi realizada pela Airbus Defense and Spce, uma divisão da empresa Airbus voltada para o desenvolvimento aeroespacial. A nave será enviada para um laboratório da ESA em 23 de março, para passar por testes mecânicos. Seu lançamento está previsto para 2017.

O plano é que a nave cruze a órbita de Mercúrio, ficando a 42 milhões de quilômetros da estrela. O recorde atual de aproximação é da nave Helios 2, da Nasa: 43,5 milhões de quilômetros de distância, em 17 de abril de 1976. A Terra está a aproximadamente 150 milhões de quilômetros do astro.

A nave Solar Orbiter terá de lidar com treze vezes mais energia solar do que recebem os satélites que orbitam a Terra. Com isso, a temperatura da face voltada para a estrela chegará a 600 graus Celsius. Para que a nave não seja destruída, o calor terá de ser irradiado para o espaço. Um para-sol feito de camadas de titânio e material isolante foi desenvolvido para essa função. Com apenas 40 centímetros de espessura, ele vai direcionar a maior parte do calor para longe.

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Observação do Sol – A sonda estudará a heliosfera, região periférica do Sol, preenchida pelo vento solar. Seu escudo terá pequenas aberturas para que instrumentos façam observações e medições do Sol. Essas aberturas poderão ser fechadas novamente caso algo dê errado com as ferramentas.

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O recorde da ESA, porém, pode estar ameaçado antes mesmo de acontecer. A Nasa também planeja uma visita ao Sol, com a missão Solar Probe Plus, com previsão de lançamento em 2018 e expectativa de chegar a 6,2 milhões de quilômetros da estrela.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Tim Horbury, principal investigador da equipe que desenvolve um magnetômetro (instrumento que mede a intensidade de um campo magnético) para a missão da ESA, afirmou que as duas missões são complementares e só mostram a importância do assunto estudado.

(Da redação)

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