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Acordo de Paris: líderes de países membros começam a deixar as suas assinaturas nesta sexta-feira

O objetivo é diminuir as alterações climáticas no planeta. O prazo para ratificar é até abril de 2017

Nesta sexta-feira, Dia da Terra, a presidente Dilma Rousseff, cerca de 160 países e representantes da União Europeia participaram da cerimônia de abertura do Acordo de Paris contra as alterações climáticas, na sede da ONU, em Nova York. É o primeiro pacto universal de luta contra o aquecimento global de cumprimento obrigatório e de esforço para limitar o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus e tentar reduzir essa meta para 1,5 graus. Prazo para assinar o acordo é ate abril de 2017.

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Entre os assinantes estão as potências industriais do mundo e os principais emissores de gases do efeito estufa, como China, Estados Unidos, Japão e Índia. Depois de assinarem, os países devem explicitamente aprovar o Acordo de Paris por meio de práticas internas. O presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar.

Os chineses anunciaram que primeiro irão finalizar os procedimentos domésticos para depois ratificar o documento. A previsão é que isso aconteça antes da cúpula do G20, em setembro. Os Estados Unidos também afirmaram que a intenção é assinar o acordo este ano.

Para entrar em vigor, formalmente, o Acordo de Paris precisa ser ratificado por 55 países que representam 55% das emissões mundiais de poluentes.

Brasil na ONU- A presidente Dilma Rousseff também discursou na cerimônia e assinou o documento pelo Brasil. Durante o tempo reservado para ela, o tema principal foi a importância do acordo e temas climáticas. Sem mencionar a palavra ‘golpe’, a governante comentou a crise política do país e disse que “os brasileiros saberão impedir qualquer retrocesso”, agradecendo no final a todos os líderes que expressam solidariedade neste momento.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países membros que acelerem a adoção das novas regras sobre mudanças climáticas a fim de evitar que o mundo entre em um processo perigoso de aquecimento da temperatura. “Nunca devemos nos esquecer de que a ação climática não é um fardo. Na verdade, ela oferece muitos benefícios. O acordo pode ajudar o mundo a erradicar a pobreza, criar empregos verdes, derrotar a fome, evitar a instabilidade e melhorar a vida de meninas e mulheres”, completou o secretário-geral.

O Acordo de Paris foi adotado por todos os 196 países que integram Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), durante a Conferência de Mudança Climática da ONU, em Paris, em dezembro de 2015.

De acordo com as estimativas da organização, pelo menos 171 países vão assinar o acordo, o que significa um recorde de adesão sobre um tema. Anteriormente, a maior participação foi estabelecida em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

(Da redação)