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Delação: Padilha concentrava arrecadação do PMDB na Câmara

No Senado, relação era com Romero Jucá, presidente nacional do partido

Por Daniel Pereira, Felipe Frazão, Hugo Marques, Marcela Mattos, Renato Onofre, Robson Bonin, Rodrigo Rangel, Thiago Bronzatto - Atualizado em 12 abr 2017, 22h12 - Publicado em 12 abr 2017, 19h41

O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht disse em um dos depoimentos de sua delação premiada que o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, era quem concentrava a arrecadação de recursos destinados pela empreiteira ao PMDB da Câmara. O elo da Odebrecht com o partido era o lobista da empresa em Brasília, Claudio Melo Filho. Marcelo afirma que, sempre que os pagamentos, muitas vezes travestidos na forma de doações eleitorais, eram sempre relacionados a interesses da empreiteira no Congresso – era, claramente, uma relação de toma-lá-dá-cá. Ele lembra que o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima costuma se empenhar em favor da empresa, mas em épocas de eleição costumava cobrar caro pela ajuda.

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