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Vídeo flagra violência policial contra jovem em Embu

Por Da Redação
3 ago 2012, 09h34

Por Bruno Paes Manso

São Paulo – Três policiais militares da Ronda Ostensiva de Apoio a Motocicletas (Rocam) agrediram, no sábado, às 16h40, João de Oliveira Júnior, de 18 anos, no Jardim Pinheirinho, em Embu, Grande São Paulo. A agressão foi gravada e as imagens estão no Portal Estadão.com.br. O jovem já estava algemado e foi levado para baixo de um escadão, onde foi agredido com socos e chutes.

Segundo testemunhas, havia mais de cem pessoas na rua quando os policiais chegaram. Muitos jovens correram e João não conseguiu escapar. Os policiais tentavam flagrar jovens portando drogas. Ao ser preso, João pediu aos amigos que chamassem sua mãe, que estava com seu RG.

Depois de ser agredido, ele foi levado para o 1.º Distrito Policial de Embu das Artes. De lá, João foi enviado para o Centro de Detenção Provisória de Itapecerica da Serra. Com capacidade para 768 pessoas, tem atualmente 2.283 detentos.

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Segundo os PMs que o agrediram, ele portava 100 pinos de cocaína e 98 pedras de crack. “Essa droga foi plantada. Basta ver as imagens no vídeo. Nunca caberia essa quantidade de drogas no bolso da bermuda dele”, afirma Fernanda Camargo Brasileiro, namorada de João, que estava com ele na hora da abordagem.

Depois de ser agredido, o jovem telefonou para a mãe dele, que pediu para não ser identificada por temer represálias dos policiais. Cabeleireira, de 40 anos, ela se emociona ao lembrar que no vídeo o filho chamava por ela.

Ela conta que João foi adotado quando tinha 1 ano e 6 meses, de uma vizinha que não podia criá-lo. Antes, ela já havia perdido quatro filhos durante a gravidez. Além de João, ela tem outro filho, de 17 anos.

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Aos 10, João teve um abscesso cerebral e sofreu graves complicações de saúde. Parou de andar e fez uma cirurgia de ponta a ponta na cabeça, além de perder um rim. Depois do primeiro soco que recebeu na barriga dos policiais militares, segundo os colegas, João vomitou sangue no escadão.

Os amigos ficaram preocupados com a frágil saúde do rapaz. “Deram muito soco, apesar de a gente não ter conseguido filmar todos, porque muita gente entrou na frente da câmera”, diz o amigo Vitor Augusto.

Sua mãe fez um segundo vídeo, para mostrar as marcas do sangue que ficaram depois da agressão policial. Na segunda-feira, ela conta que levou o vídeo e o boletim de ocorrência na Corregedoria da Polícia Militar. Ainda não obteve resposta. O jornal O Estado de S.Paulo entrou ontem em contato com a Polícia Militar e mostrou o vídeo. Até as 20 horas, a PM não havia dado resposta sobre o caso.

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A mãe de João conta que ele já ficou preso durante 8 meses, acusado de tráfico de drogas. Acabou inocentado depois da temporada na prisão. Ela diz que espera que o vídeo ajude a inocentá-lo. “Não tenho peito de aço e caixão tem de qualquer tamanho. Eu não tenho medo de morrer. Só quero justiça.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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