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Vídeo: Alckmin deu cartão de cunhado para receber caixa dois

Delator da Odebrecht afirma que o irmão da primeira-dama Lu Alckmin não gostava de tratar por telefone e recebia envelopes de dinheiro no escritório

Por Daniel Pereira, Felipe Frazão, Hugo Marques, Marcela Mattos, Renato Onofre, Robson Bonin, Rodrigo Rangel, Thiago Bronzatto - Atualizado em 13 abr 2017, 14h03 - Publicado em 13 abr 2017, 12h15

O delator da Odebrecht Carlos Armando Paschoal envolveu pessoalmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), num acerto de pagamentos irregulares para campanhas eleitorais. Em depoimento a investigadores da Operação Lava-Jato, Paschoal afirmou que Alckmin indicou como preposto para receber 2 milhões de reais como pagamentos da empreiteira o cunhado Adhemar Ribeiro, entregando o cartão de visitas do irmão da primeira-dama Lu Alckmin. “O doutor Alckmin pediu para a secretária um cartão com o nome, os contatos, me entregou aquilo lá… Ele disse ‘esse aqui é meu cunhado, o que a gente combinou aqui…'”, disse Paschoal. Depois, parte das entregas de dinheiro ocorreu no escritório do cunhado de Alckmin, em envelopes em datas e horários combinados pessoalmente, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. “O Adhemar não gostava de telefone. Tinha que ir lá pessoalmente.”

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