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Valdemiro já escapou de tubarões e coleciona inimigos e processos

Ele conta ter sobrevivido a um naufrágio em 1996, já brigou com Ratinho na TV, e foi preso por porte ilegal de armas

Por Da Redação Atualizado em 10 jan 2017, 14h51 - Publicado em 10 jan 2017, 13h43

O pastor Valdemiro Santiago, esfaqueado no último domingo dentro do templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo, já passou por outros apuros na vida. Foi preso por porte ilegal de armas em 2003, disse ter nadado por mais de 8 horas após o naufrágio de um barco em que estava na África e chamou o apresentador Ratinho, do SBT, para briga, na TV.

Ele também foi envolvido no “escândalo” em que cartas enviadas ao fiéis pediam para que eles se passassem por “enfermos curados, ex-dependentes químicos e aleijados”. O objetivo era convencer que mais pessoas contribuíssem financeiramente para a aquisição de um canal de TV. Nas suas entrevistas, costuma dizer que acumulou muitos inimigos.

  • No vídeo divulgado logo após ser esfaqueado, Santiago disse que perdoava o agressor e o seu mandante. Pelo menos até agora, na investigação policial, consta que Jonathan Gomes Higino, 20 anos, agiu sozinho.

    “Eu perdôo a pessoa que fez isso porque ela carece de perdão, misericórdia de Deus. Não sei quem é, mas já está perdoado em nome de Jesus, abençoado. E quem mandou também. Abençoado e perdoado”, disse Santiago.

    Em 1996, em uma de suas mais espetaculares histórias, disse ter sido vítima de um naufrágio, enquanto pescava com outros três pastores. Nessa época, ele ainda era missionário da Igreja Universal do Reino de Deus, que deixaria anos depois.

    “Sabotaram o barco. Eu peguei uma boia e pedi para que os pastores ficassem lá enquanto eu ia buscar socorro. Fui levado para uma ilha deserta. A corrente puxava (para trás). Eu nadei das 9h30 até as 5 horas da tarde. Ali havia um ninho de tubarões brancos. Por causa do sal, meus olhos sangravam. Eu orava e chorava muito”, disse ele em um de seus livros.

    Prisão

    Em abril de 2003, Santiago foi preso durante uma blitz em Sorocaba, no interior de São Paulo. Na ocasião, ele carregava uma escopeta, duas carabinas e munição dentro do porta-malas de seu veículo. Na casa de Santiago foram localizadas outras duas armas e mais munição. Ele alegou que o armamento era de caça, mas foi indiciado em flagrante por porte ilegal de armas. Santiago foi colocado em liberdade dias depois. Foi condenado a pagar três cestas básicas para uma instituição de caridade.

    Em 2011, o pastor se desentendeu com o apresentador Ratinho, que o acusou de estelionato, após apresentar cenas de um culto. No ar, Santiago chegou o apresentador para uma briga. Dois anos depois, ambos se encontraram no Programa Domingo Legal, do SBT, onde selaram a paz. Depois disso, o líder religioso ainda esteve no próprio programa do apresentador, na mesma emissora.

    Dois anos depois, uma carta encontrada em um dos templos da Igreja Mundial do Poder de Deus causou constrangimento ao pastor. Ali, pedia-se aos fiéis que se passassem por “enfermos curados, ex-drogados e aleijados”. A ideia era a de que se convencesse mais pessoas para contribuir financeiramente com a igreja.

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