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Trump não é deste mundo

A decisão de abandonar o Acordo de Paris deixa os EUA mais isolados diplomaticamente, mas não enterra os esforços para reduzir o aquecimento global

Por Johanna Nublat - 3 jun 2017, 08h00

O presidente Donald Trump continua decidido a cumprir o que prometeu aos eleitores americanos. O resto do mundo, que não o elegeu, paga o pato. Na quinta-feira 1º, ele anunciou um desastre: a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima. No discurso que fez nos jardins da Casa Branca, afirmou que o acerto, impulsionado pelo seu antecessor, Ba­rack Obama, era desvantajoso e ameaçava os empregos industriais dos americanos. “Esse acordo é menos sobre clima e mais sobre outros países tirando vantagens financeiras sobre os Estados Unidos”, disse Trump, para quem toda a mobilização contra o aquecimento global e seus custos não valem mais do que um saco de carvão.

Assinado em dezembro de 2015 por 192 países (entre os quais o Brasil), a União Europeia e a Autoridade Palestina, o Acordo de Paris tem como meta reduzir as emissões dos gases que provocam o aquecimento global. Os Estados Unidos, o segundo país que mais libera essas substâncias na atmosfera, tinham se comprometido a reduzir, até 2025, suas emissões entre 26% e 28% abaixo dos níveis de 2005. Além disso, o país daria mais 2 bilhões de dólares, além do 1 bilhão já entregue, para auxiliar os países em desenvolvimento a cumprir com suas próprias metas. Trump jogou esse compromisso no lixo. Agora, fala em entrar em outro acordo, com termos mais favoráveis, algo que os países europeus dizem não ser factível.

Reportagem nesta edição de VEJA analisa os possíveis desdobramentos desta decisão e avalia a dimensão do afastamento entre os Estados Unidos e a Europa.

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