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Suíça condena ex-diretor da CPTM por lavagem de dinheiro

Os procuradores suíços não informaram o valor da sanção imposta ao engenheiro, acusado de receber propina

Por Da Redação 16 nov 2013, 10h13

A Suíça condenou por lavagem de dinheiro o engenheiro brasileiro João Roberto Zaniboni, ex-executivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A Justiça em Genebra aplicou multa a Zaniboni e confiscou “seus bens” naquele país. A condenação de Zaniboni foi comunicada ao Brasil na semana passada pelo Ministério Público Federal Suíço.

Os procuradores suíços não informaram o valor da sanção imposta ao engenheiro. Nesse ponto do documento, agora de posse do Ministério Público em São Paulo, eles demonstram descontentamento com a falta de colaboração do Brasil. “Por falta de endereço (de João Roberto Zaniboni) esta multa nunca lhe pode ser entregue.”

Zaniboni exerceu função de confiança nas gestões tucanas – diretor de operações e manutenção da CPTM – entre 1998 e 2003. Nesse período, de acordo com a investigação do Ministério Público da Suíça, foram realizadas transferências para a conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique e de titularidade de Zaniboni.

A Suíça está convencida de que se trata de “dinheiro de propina” que ele teria recebido a partir da celebração de contrato da CPTM para melhorias de 129 vagões. A conta Milmar captou 836 000 dólares. Parte desse montante, 255,8 mil dólares, foi repassada pela conta 524373, aberta em nome do engenheiro e consultor Arthur Gomes Teixeira.

(com Estadão Conteúdo)

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