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STF recebe novo alerta relacionado ao cerco do garimpo ao povo ianomâmi

Em reunião com ministérios e órgãos do governo, Funai pede ajuda urgente pela possibilidade de contato e de conflito com indígenas isolados

Por Redação
Atualizado em 23 fev 2023, 21h28 - Publicado em 23 fev 2023, 17h17

Em meio ao processo de expulsão de garimpeiros ilegais da Terra Indígena Yanomami, intensificado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas semanas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou na semana passada que um grupo de indígenas isolados está sendo “cercado” por garimpeiros dispersados na região da Serra da Estrutura, dentro do território indígena, em Roraima. O relato foi feito pelo indigenista e servidor da Funai Guilherme Martins, que representou o órgão durante uma reunião com ministérios e órgãos do governo, no último dia 17.

O representante da Funai citou as “enormes dimensões” do território indígena e as dificuldades logísticas e de transporte aéreo pelas quais tem passado o grupo de trabalho que acompanha a grave crise ianomâmi, que eclodiu no mês passado, quando vieram a público casos graves de desnutrição e malária entre os indígenas da etnia.

“[A Funai] informou que possui um grupo de trabalho específico acompanhando a questão Yanomami, apoiando ações de desmobilização de garimpeiros e de fiscalização naquela TI. Colocou que há uma dificuldade de apoio logístico e transporte aéreo, os quais necessitam de apoio do Ministério da Defesa (MD), devido as enormes dimensões da TI Yanomami. Destacou que um grupo de isolados na TIYanomami está sendo cercado por garimpeiros na região da Serra da Estrutura”, diz o relatório da reunião, apresentado nesta quarta-feira, 22, ao Supremo Tribunal Federal.

Diante do quadro de dificuldades e pelo que a Funai vê como “possibilidade de contato e conflito com os isolados, em virtude da evasão dos garimpeiros”, o órgão pediu ao Ministério da Defesa a cessão de helicópteros “visando a implementação de um Plano de Contingência, para o caso de contato com os isolados, bem como o apoio de estruturas de campanha para as bases (barracas, banheiros, almoxarifado e outros), principalmente na Serra da Estrutura”.

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Além da pasta da Defesa, também participaram da reunião representantes do Gabinete de Segurança Institucional, da Advocacia-Geral da União (AGU) e dos ministérios da Defesa, da Segurança Pública e dos Povos Indígenas. Os encontros são feitos periodicamente desde julho de 2020, por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que determinou a criação de uma sala de situação para acompanhar a crise sanitária da Covid-19 nas terras indígenas.

Lideranças ianomâmis estimam que cerca de 20.000 garimpeiros tenham invadido o território nos últimos anos. Desde que a crise humanitária na terra indígena se acentuou, o governo Lula intensificou a retirada dos invasores, em operações que unem agentes da Polícia Federal e do Ibama e têm confiscado e destruído equipamentos do garimpo ilegal.

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