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Sérgio Cabral é enviado para a solitária em Bangu 8

Segundo Secretaria de Administração Penitenciária do RJ, ex-governador 'não se colocou em posição de respeito' durante inspeção de promotor à cela

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 24 jul 2018, 19h46 - Publicado em 24 jul 2018, 18h43

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), que está preso no presídio de Bangu 8, na Zona Oeste carioca, foi enviado nesta terça-feira, 24, para a solitária. A transferência para o isolamento foi ordenada por um promotor que fazia inspeção na cela em que Cabral cumpre pena e se desentendeu com o emedebista.

De acordo com o advogado Rodrigo Roca, que representa o ex-governador, o promotor André Guilherme realizava vistoria no local por volta das 9h40 da manhã, acompanhado por seis seguranças.

O promotor foi à Ala E, onde estão presos, além de Sérgio Cabral, o ex-secretário estadual Wilson Carlos, os deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Mello, e Felipe Picciani, filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani. O promotor teria ordenado que todos ficassem “de cabeça baixa e de frente para a parede”.

Ainda segundo Roca, Cabral retrucou a ordem e, por isso, acabou mandado para a solitária.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou o isolamento. “Na galeria onde se encontra o apenado Sérgio Cabral, este demorou a sair da cela e não se colocou em posição de respeito, como é de praxe durante inspeções judiciais, ministeriais ou da própria Seap. O promotor determinou verbalmente que o citado apenado fosse colocado na cela em isolamento”, informou.

Ainda de acordo com a Seap, “foi instaurado o procedimento disciplinar próprio em relação à conduta do interno (Cabral)”. A secretaria informou ainda que o juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP) foi informado do ocorrido e irá determinar as “consequências do comportamento do custodiado”.

“A Seap ressalta que o custodiado continuará no isolamento até a decisão do juiz da VEP”, informou a secretaria.

O advogado de Cabral declarou que irá representar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra André Guilherme por crime de abuso de autoridade. Ele também diz que buscará uma ação indenizatória pessoal contra o promotor.

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