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Salário de motoristas varia 2.100% na Câmara de SP

O funcionário mais bem pago é o do vereador Milton Leite (DEM): 12.728 reais por mês. O salário médio líquido desses profissionais é de 4.200 reais

Motoristas de vereadores recebem salários que variam em até 2.100%. O valor recebido é determinado pelo próprio parlamentar, dentro de uma verba de 106.000 reais que cada um deles tem para contratar até 18 assessores. O motorista mais bem pago é o do vereador Milton Leite (DEM): 12.728 reais por mês – salário maior que o de vários funcionários de curso superior da Câmara Municipal. Na outra ponta, está um dos dois motoristas que prestam serviço para o vereador Toninho Paiva (PR): 603 reais.

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As informações foram retiradas da seção “Salários Abertos”, do site oficial da Câmara Municipal de São Paulo. Elas fazem parte da última leva de remunerações divulgadas pelo Legislativo paulistano, o primeiro órgão desse poder em todo o país a abrir os salários de seus funcionários – antes mesmo da Câmara dos Deputados e do Senado.

No total, 49 vereadores contam com 54 motoristas particulares à disposição dos gabinetes, com custo anual de 3,1 milhões de reais. Isso ocorre porque cinco vereadores possuem dois motoristas à disposição. São eles: Toninho Paiva (PR), Milton Leite (DEM), Roberto Tripoli (PV), Sandra Tadeu (DEM) e Souza Santos (PSD).

Apenas seis vereadores não têm motoristas contratados no gabinete – Edir Sales (PSD), Carlos Apolinario (DEM), Celso Jatene (PTB), Juscelino Gadelha (PSB), Milton Ferreira (PSD) e Netinho de Paula (PCdoB). O salário médio líquido desses profissionais é de 4 200 reais. Para efeito de comparação, motoristas de ônibus da capital recebem salário bruto de 1.600 reais – 2,5 vezes menos que a média dos motoristas dos gabinetes.

Segundo a assessoria de Sandra Tadeu (DEM), os dois motoristas são necessários porque a rotina parlamentar é muito longa e os motoristas se revezam durante o dia. Contatado por telefone pelo jornal O Estado de S. Paulo, Toninho Paiva (PR) pediu para a reportagem ligar novamente em 10 minutos, mas não atendeu mais. Milton Leite (DEM) e Souza Santos (PSD) não foram encontrados. Roberto Tripoli (PV) conversou com a reportagem, mas não quis dar explicações.

(Com Agência Estado)