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Rio também vai internar adultos dependentes de crack compulsoriamente

Prefeitura está concluindo os últimos detalhes do plano, que prevê a criação de residências terapêuticas para pessoas em tratamento

Por Pâmela Oliveira - 23 jan 2013, 15h00

O município do Rio, que já interna compulsoriamente crianças e adolescentes dependentes de crack, decidiu internar da mesma forma os adultos viciados na droga. A prefeitura estuda os últimos detalhes do plano, que prevê a construção de residências terapêuticas – casas onde grupos de pessoas que tentam deixar o crack moram temporariamente, com acompanhamento profissional enquanto fazem o tratamento.

Esse tipo de residência é usado em São Bernardo do Campo, cidade apontada por especialistas como exemplo brasileiro do combate ao crack. Ao contrário do Rio, no entanto, a estratégia de São Bernardo do Campo não interna compulsoriamente seus dependentes.

Em São Paulo, que começou a internação compulsória nesta segunda-feira, conseguir uma vaga para o tratamento em uma clínica de reabilitação leva 24 horas, segundo matéria publicada nesta quarta-feira pelo jornal O Globo.

No Rio, a precariedade dos abrigos que recebem menores dependentes de crack são argumentos para os que se declaram contrários a esse tipo de internação. Relatório da Alerj apontou, entre outras irregularidades, que todos os menores recebiam doses de medicamentos padronizadas, independentemente da avaliação de um médico. Entre os problemas, o documento relata ainda a ausência de informações sobre os efeitos do tratamento e um elevado número de reincidência em curtos períodos de tempo.

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