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Rio de Janeiro tem 4 mil desalojados e desabrigados

Defesa Civil do estado registrou três óbitos e 367 deslizamentos em 19 cidades

Por Da Redação - 3 jan 2012, 18h04

A Defesa Civil do Rio de Janeiro registrou três óbitos por causa das chuvas que atingem o estado. Foram registrados 3.108 desalojados, 707 desabrigados, 367 deslizamentos, 41 inundações, três desabamentos e 84 residências destruídas. As ocorrências aconteceram em 19 cidades, localizadas na Região Serrana, Metropolitana, Médio Paraíba, Noroeste, Norte e Centro Sul fluminense. O município em piores condições é Laje do Muriaé, com dois óbitos e 2.200 desalojados ou desabrigados.

Em Itaperuna, no noroeste do Rio de Janeiro, há 800 desalojados e 128 desabrigados. Na Região Serrana, Petrópolis registrou 228 deslizamentos e oito desalojados. Na mesma área, a cidade de Santa Maria Madalena tem 56 desalojados. Em Miguel Pereira, no Centro Sul, já são 28 desalojados e 50 desabrigados. Na Região Metropolitana, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, houve três deslizamentos, 12 inundações e 29 desabrigados. Cardoso Moreira, no norte do Rio, tem 140 desabrigados e 50 desalojados.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, esteve em Nova Friburgo nesta terça-feira para entregar 88 viaturas para três municípios da Região Serrana: Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Os automóveis pertenciam à Polícia Militar, que teve a frota renovada. As 27 Blazers e os 61 Gols serão usados pela Defesa Civil e Guarda Municipal das três cidades. Durante a agenda positiva do governador- em meio a um cenário complicado causado pelas chuvas-, ele negou que tenha existido demora na construção de habitações na serra, onde mais de 900 pessoas morreram na enxurrada que afetou a área em janeiro de 2011.

De acordo com Cabral, a demora se deu pela dificuldade de encontrar terrenos propícios para a construção de habitações. Na defensiva, ele ofereceu cifras para mostrar os investimentos do governo do estado na serra: 70 milhões em infraestrutura e 150 milhões em dragagens. Ainda serão gastos 210 milhões em contenção de encosta e outros 330 milhões em dragagens. O resultado desse aporte de dinheiro, no entanto, não foi suficiente para evitar que pessoas ficassem desabrigadas ou desalojadas na região.

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