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Racionamento de água chega a 2,8 milhões de pessoas no Estado de São Paulo

Neste sábado, o volume do sistema Cantareira registrou nova queda, chegando a 6,2% de sua capacidade de armazenamento, de acordo com a Sabesp

Por Da Redação 4 out 2014, 11h16

O racionamento oficial de água de São Paulo já atinge 2,77 milhões de pessoas em 25 municípios do Estado. De acordo com levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, o número de habitantes afetados pelo rodízio é 32% maior do que em agosto, quando 2,1 milhões de pessoas viviam sob essa condição. O racionamento ocorre em cidades onde o abastecimento de água e o tratamento de esgoto são feitos pelos governos municipais.

O maior município com racionamento é Guarulhos, onde 87% da água é comprada da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A prefeitura diz que estuda a captação de novos mananciais e a Sabesp informou que reduziu a vazão para a cidade por exigência da Agência Nacional de Águas (ANA), que solicitou a diminuição da captação do sistema Cantareira.

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Crise hídrica – Neste sábado, o volume do sistema Cantareira registrou nova queda, para 6,2% de sua capacidade de armazenamento, informou a Sabesp. O índice baixou 0,2% em relação aos 6,4% da sexta-feira. O dado considera os 182,5 bilhões de litros do volume morto incorporados a partir de 15 de maio, o que acrescentou 18,5% sobre o volume total do sistema, de 982 bilhões de litros. Há um ano o índice armazenado estava em 40%.

Desde fevereiro, a Sabesp tem adotado um conjunto de ações para diminuir a retirada de água do sistema, que antes da crise era de 31.000 litros por segundo. Além do desconto na conta para quem economizar água, a concessionária remanejou os recursos hídricos de outros sistemas para bairros atendidos pelo Cantareira e reduziu a pressão da água na rede de distribuição à noite – medida que levou a queixas de falta d’água. Mesmo com essas medidas, a empresa teve de captar água do volume morto do sistema que ainda abastece 6,5 milhões de pessoas só na Grande São Paulo.

Pelos cálculos, a primeira cota do volume morto deve durar até a primeira quinzena de novembro. Para garantir o abastecimento da Grande São Paulo até março de 2015 sem decretar racionamento oficial, a Sabesp pretende usar uma segunda cota da reserva, de 106 bilhões de litros.

A Agência Nacional de Águas (ANA), um dos órgãos reguladores, condicionou a autorização de uso da água à apresentação de um plano de contingência pela companhia, que prometeu entregar uma versão final na segunda-feira.

(Com Estadão Conteúdo)

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