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Quem são os líderes do PCC transferidos para presídios federais

Marcola e outros 21 membros da facção foram levados de Presidente Venceslau (SP) para os presídios de Porto Velho (RO), Brasília (DF) e Mossoró (RN)

Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), e outros 21 membros da facção foram transferidos para presídios federais em Porto Velho (RO), Brasília (DF) e Mossoró (RN) nesta quarta-feira, 13.

Conforme relatórios de inteligência do Ministério Público, eles são apontados como quadros da chamada “Sintonia Final”, a hierarquia mais elevada dentro da organização criminosa. “Os atos aqui descritos e materializados fazem-nos, induvidosamente, presos de alto risco”, escreveu o juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais que determinou o encaminhamento.

Confira abaixo a ficha criminal dos principais presos transferidos:

Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola” – Com pena superior a 330 anos, é o principal líder da facção criminosa. Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, “nada de relevante acontece dentro do grupo criminoso sem a sua anuência”. Ele foi transferido para um presídio federal em Porto Velho (RO).
Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o “Marcolinha” – Irmão de Marcola e apontado como seu principal conselheiro, Marcolinha cumpre uma pena superior a 104 anos de prisão e atua, sobretudo, no braço de tráfico de drogas do PCC.
Reinaldo Teixeira dos Santos, o “Funchal” – Com condenação superior a 66 anos, foi o autor do homicídio do juiz Antônio José Machado Dias, em 2003, segundo o Ministério Público de São Paulo.
Júlio César Guedes de Moraes, o “Carambola” – Conforme o Ministério Público paulista, Carambola, que tem condenação superior a 168 anos, assumiria a liderança do PCC na ausência de Marcola.
Daniel Vinícius Canônico, o “Cego” – Responsável pelo aumento do faturamento do grupo com o tráfico de drogas, Cego possui condenações que somam mais de 99 anos de reclusão.
Márcio Luciano Neves Soares, o “Pezão” – Membro do segundo escalão da facção, Pezão cumpre mais de 29 anos de condenação.
Alessandro Garcia de Jesus Rosa, o “Pulft” – Considerado um dos líderes do PCC pelo Ministério Público, Pulft exerceu a função de “Sintonia Final dos Estados” e “Sintonia do Caixa”. Ele foi condenado a mais de 44 anos de prisão por tráfico de drogas e sequestro.
Lourinaldo Gomes Flor, o “Lori” – Segundo a promotoria, Lori “tem o respeito de todos os outros integrantes da facção”. Um dos membros mais antigos do PCC, foi condenado a 118 de prisão por roubo, homicídio e latrocínio.
Antônio José Muller Júnior, o “Granada” – Condenado a 36 anos de prisão por roubo, homicídio e furto, Granada já esteve preso na penitenciária federal de Porto Velho, de onde retornou para Presidente Venceslau (SP) em setembro de 2017. Responsável pelo quadro de advogados contratados pela facção, ele foi resgatado por criminosos da Penitenciária de Hortolândia, em 2000, onde cumpria pena de 20 anos. Segundo o MP, ele dirigia a Transmetro, uma cooperativa de 400 perueiros que atua na zona sul e leste de São Paulo, “onde a maioria deles teriam passagem pela polícia”.
Lucival de Jesus Feitoza, o “Val do Bristol” – Segundo a promotoria, Val do Bristol é apontado como líder da quadrilha que sequestrou o estudante Delker Clementino Cazita, em outubro de 2010. Condenado a 19 anos de prisão, ele cumpre pena por  roubo, sequestro e furto.
Patric Velinton Salomão, o “Forjado” – Em 2013, ele fazia parte do grupo que assumiria a “Sintonia Final” do PCC se líderes da quadrilha fossem transferidos para o Centro de Readaptação Penitenciária  (CRP) de Presidente Bernardes. Indicado por Marcola, Forjado teria assumido o seu posto de liderança entre 2017 e 2018. Condenado a 15 anos de prisão, ele cumpre pena por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, porte ilegal de arma, formação de quadrilha, roubo e homicídio.
Fernando Gonçalves dos Santos, o “Colorido” – Apontado pelo MP como um dos principais traficantes da baixada santista, é considerado o principal suspeito de ser o mandante do homicídio contra o policial militar Fábio Lopes Apolinário, no bairro do Embaré, na cidade de Santos, em fevereiro de 2011. Condenado a 28 anos de prisão, Colorido cumpre pena por tráfico de drogas, roubo e receptação.
Pedro Luiz da Silva Soares, o “Chacal” – Entre 2014 e 2015, quando foi posto em liberdade, assumiu a função de “Sintonia Final da Rua”. Seu padrinho na facção é Carambola. Condenado por roubo, formação de quadrilha e ameaça, Chacal cumpre pena de 9 anos de prisão.
Luiz Eduardo Marcondes Machado de Barros, o “Dú da Bela Vista” – Segundo o MP, em 2014, Dú da Bela Vista estava planejando uma fuga da Penitenciária II de Presidente Venceslau, onde seriam utilizados “dois helicópteros, um avião, além de vários fuzis”. Em novembro de 2007, ele foi resgatado por integrantes do PCC quando retornava do fórum do Guarujá (SP). Na ocasião, dois policiais civis morreram no confronto. Condenado a 61 anos de prisão, cumpre pena por formação de quadrilha, roubo e homicídio.
Alexandre Cardozo da Silva, o “Bradok” – Ele seria o autor dos disparos que mataram o investigador José Luiz Machado e o carcereiro Carlos Roberto Oliveira, durante atentado contra o 3º DP de Sumaré, em São Paulo, em março de 2002, atuou também no atentado a um posto policial em Campinas, que causou a morte de um policial militar. Segundo o MP, Bradok também liderou a rebelião que destruiu a Penitenciária II de Presidente Venceslau, em setembro de 2005. Ele foi condenado a 205 anos de prisão por formação de quadrilha, roubo, tráfico de drogas e homicídio.