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PT perde apoio na periferia da cidade de São Paulo

Em avaliação do partido, preferência cai de 34% para 22% e rejeição cresce de 14% para 23% entre eleitores das regiões mais carentes da capital paulista

A onda de descrédito que se voltou contra os partidos e políticos nas manifestações de junho atingiu em cheio um dos mais importantes e tradicionais redutos eleitorais do PT no país: a periferia de São Paulo. Pesquisas internas realizadas antes e após os protestos de rua, entre o início de maio e o fim de junho, sinalizaram uma queda abrupta da preferência do eleitorado pelo PT em toda a capital paulista. Variou de 34% para 22%. Na periferia, onde a preferência petista sempre se mantém muito acima da média, a pesquisa de junho apontou um índice em torno de 23%, com pequenas variações de uma região para outra.

A queda abrupta na preferência do eleitorado registrada nas pesquisas é preocupante, e pode ficar ainda mais preocupante se forem analisados outros dois resultados das entrevistas. O primeiro sinaliza o aumento da rejeição do partido: variou de 14% para 23%. O segundo mostra o apoio total das grandes massas de periferia aos protestos. O índice de apoio chegou a 92%.

Os números foram apresentados a líderes petistas no fim de semana, durante o encerramento de uma série de reuniões de diretórios regionais da capital. A plenária do encontro, no Sindicato dos Químicos, contou com a presença do prefeito Fernando Haddad e reuniu cerca de 600 pessoas. Em seguida, um grupo menor, com cerca de cinquenta militantes, reuniu-se com a presidente do diretório paulistano, vereadora Juliana Cardoso, para ouvir um diagnóstico mais refinado sobre o impacto dos protestos no partido.

(Com Estadão Conteúdo)