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PSDB define estratégia para eleições municipais de 2012

Por Gustavo Uribe

São Paulo – São Paulo, 11 – O Conselho Político do PSDB definiu na noite de ontem (10), em seu segundo encontro, a estratégia geral do partido para a disputa municipal de 2012. Em reunião promovida no Palácio dos Bandeirantes, os principais líderes da sigla defenderam que o PSDB tenha candidatos próprios nas principais capitais brasileiras. A iniciativa tem como objetivo, segundo os tucanos, evitar o enfraquecimento da sigla ante a crise por que atravessa a oposição, bem como fortalecer os palanques regionais para a sucessão presidencial em 2014. Os dirigentes tucanos concordaram ainda sobre a realização de consultas primárias em municípios que tenham mais de um candidato a prefeito sem a expectativa de se chegar a um acordo.

A ideia é de que as disputas por meio de prévias em âmbito municipal sirvam como um teste para a realização de uma consulta primária para a disputa presidencial de 2014, mecanismo defendido publicamente pelo senador Aécio Neves (MG) e que vem ganhando força entre lideranças tucanas.

No encontro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi incumbido de conduzir a organização de prévias na capital paulista, onde por enquanto há quatro postulantes à vaga de candidato a prefeito. “Todos concordamos com a ideia de prévias aqui”, afirmou o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, após a reunião. “Essa foi a orientação dada ao Geraldo Alckmin e, para mim, é a mais acertada.”

O encontro, de acordo com dirigentes tucanos, serviu ainda para discutir o cenário político nacional e os quadros regionais de alianças. As lideranças do PSDB trataram da necessidade de retomar uma agenda nacional, cujos pontos principais devem fazer parte do discurso dos candidatos do partido no ano que vem.

“Não teremos um céu de brigadeiro no futuro, mas ninguém aposta em um cenário de dificuldades maiores”, afirmou Aécio, após o encontro. “O que avaliamos é que a gestão da presidente Dilma Rousseff repete um pouco o que a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do ponto de vista das reformas, com pouca ação pró-ativa para introduzir nas discussões políticas a agenda das grandes reformas.”

A reunião do Conselho Político durou cerca de três horas e teve a participação dos seus seis integrantes: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO), o ex-governador José Serra (SP) e o senador Aécio Neves (MG). O encontro, que estava marcado para a semana passada, foi adiado para a noite de ontem (10) devido à ausência do governador de Goiás, que estava em viagem. A expectativa é de que o grupo se reúna novamente em dezembro.