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Prévias para prefeitura da capital impactam eleições presidencias em 2018, afirma vice-governador de São Paulo

Apoiador da candidatura de Geraldo Alckmin à presidência em 2018, Marcio França (PSB) afirma a importância de tucanos em outros estados saberem "que o candidato à prefeitura de São Paulo tem o apoio do governador"

O vice-governador de São Paulo e um dos principais apoiadores da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência em 2018, Márcio França (PSB), defendeu neste sábado (20/02) que a união ou desunião dos tucanos nas prévias à prefeitura de São Paulo terá impacto nas próximas eleições presidenciais.

“É importante que quem esteja em Ananindeua, no Pará, por exemplo, saiba que o candidato à prefeitura de São Paulo tem o apoio do governador e que os partidos de sua base aliada apoiam Geraldo Alckmin para presidente”, disse França, acrescentando que são os partidos aliados que vão conferir tempo de TV da campanha tucana à Presidência da República.

França é um dos apoiadores do empresário João Doria Júnior, candidato também apontado como o favorito de Geraldo Alckmin entre os outros dois pré-candidatos tucanos: Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli. Apesar da declaração, o vice-governador optou por manter-se fora das disputas internas do PSDB, dizendo que “em ninho tucano, pomba não pia”.

Márcio França esteve nesse sábado em evento de apoio à candidatura de Doria às prévias do PSDB. O evento reuniu cerca de 400 militantes, deputados tucanos, secretários e representantes dos partidos da base aliada do governador Geraldo Alckmin, no Teatro Raul Cortez, na sede da FecomercioSP, na região central de São Paulo.

João Doria optou por um discurso conciliatório com seus pares no partido, dizendo que respeita os dois tucanos que disputam com ele as prévias internas que vão indicar o candidato à Prefeitura de São Paulo. “Eu respeito o Ricardo Tripoli e o Andrea Matarazzo. Aos dois o meu respeito, os meus sinceros respeitos. São dois grandes valores do PSDB”, disse. Já o secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, Edson Aparecido, lembrou também que foi por causa da divisão dentro do partido que os candidatos do PSDB perderam as últimas corridas ao Palácio do Planalto.

A tentativa de mostrar coesão no PSDB veio no encerramento da semana em que a temperatura no ninho tucano subiu depois que o ex-deputado e presidente do Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação política do PSDB, José Aníbal, acusou João Doria de “falsificar” a história ao dizer que foi um dos coordenadores da campanha pelas Diretas-Já, em 1984.

(Com Estadão Conteúdo)