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Prefeitura de SP estuda como ‘cobrar’ os blocos de rua

Os prefeitos regionais da Sé e de Pinheiros estudam formas de pedir contrapartidas a blocos de carnaval e patrocinadores em 2018

Os prefeitos regionais da Sé e de Pinheiros, região central e zona oeste, respectivamente, estudam formas de pedir contrapartidas a blocos de carnaval e patrocinadores em 2018. Neste ano, dos 495 grupos cadastrados, mais da metade vai desfilar nessas regiões.

Na Sé, o número de blocos passou de 70 para 163. Eduardo Edloak, prefeito regional, disse estudar uma mudança para que o “ônus do evento” – logística e apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego, limpeza, fiscalização, segurança – não recaia sobre a Prefeitura. “Para o próximo ano, devemos fazer portarias que exijam um pouco mais de organização e estrutura. Principalmente contrapartida de patrocinadores, que são cada vez maiores, e devem compensar esse tipo de despesa.”

Pinheiros

Na região de Pinheiros, onde o número de blocos passou de 78 para 111 neste ano, o prefeito regional Paulo Mathias de Tarso diz que já há uma negociação para que os blocos limpem a sujeira acumulada após o cortejo. Outra alteração é que a saída deve ocorrer até as 15 horas – no ano passado, era até as 17 horas. A dispersão deve ser realizada até as 20 horas, como já ocorria. Também aumentou o número de vias restritas, incluindo as Avenidas Rebouças e Brasil, além da Alameda Santos e da Rua Groenlândia.

Questionada sobre as possíveis contrapartidas, a Secretaria de Cultura disse que “não há nada a adiantar” sobre o próximo ano.

Restrições

Para este ano, a Prefeitura Regional já restringiu a concentração ou dispersão de blocos na Praça Roosevelt. “Foi impressionante como os moradores se organizaram e relataram danos e sujeira causados pela multidão. Por isso, decidimos restringir”, disse o prefeito regional. Em 2016, cinco blocos fizeram a concentração na praça.

O desfile de grupos na Rua da Consolação ainda é estudado, especialmente aos domingos, quando a Avenida Paulista é fechada para carros. O único bloco que deve circular pela via é o Acadêmicos do Baixo Augusta – que manterá o mesmo trajeto do ano passado -, um dos maiores de São Paulo, que espera reunir 300.000 foliões.

Alê Youssef, um dos fundadores do Acadêmicos, disse que o diálogo para ajustes é importante. “É muito importante que o carnaval se mantenha livre, democrático e descentralizado. Porque essa não é a decisão de um partido ou de um político, mas uma conquista da sociedade que há anos vem batalhando pelo carnaval.”

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Governo Burguês, que tem repugnância a manifestações populares, carnaval agora vai virar jantar no Fasano

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  2. Marcio da Silva

    Mateus Maia, disponibiliza a porta da tua casa pra 5 mil pessoas urinar em nela, aí vão entender que organização é necessária. Vermelhão!

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  3. Marcos MOraes

    Mateus Maia é imbecil recalcado. A questão é: não bastam os impostos arrecadados com turismo e cerveja? MAM

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  4. Nada mais justo que paguem o que for gasto pela prefeitura, paguem a totalidade do valor, pois nem toda a população participa e não deve ser onerada por um evento que tem muitos e bons patrocinadores.

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  5. Juca Leiteiro

    Será que o Doriataxa vem aí?

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  6. Tem que criar um bloco para passar e urinar na frente da casa do Mateus durante os 4 dias. Acho que o Mateus mora fora de São Paulo. Ninguém é contra o carnaval. Alguém tem que pagar pelos banheiros que podem ser distribuidos nas vias. Alguém tem que pagar pela limpeza depois da folia. Isso não pode ser dividido por todos. Quem quer se divertir no carnaval, que pague democraticamente.

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