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Polícia prende mais dois suspeitos da gangue dos playboys

Os criminosos são acusados de praticar sequestros na capital paulista. Eles estavam fugindo para o Rio de Janeiro no momento da abordagem

Por Tatiana Santiago 1 ago 2012, 14h32

A Polícia Civil prendeu mais dois suspeitos de integrar a “gangue dos playboys”, formada por jovens de classe média acusados de praticar cerca de 50 sequestros-relâmpagos na Zona Sul da capital paulista. Eles foram detidos na madrugada desta quarta-feira, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Os rapazes, que estavam em um Hyndai I-30 roubado, foram abordados por volta da meia-noite enquanto trafegavam pela Rua Nioaque, no bairro Conjunto Residencial Vila Carvalho. O porta-malas do veículo estava repleto de bagagens.

Segundo a polícia, os suspeitos, de 21 e 22 anos, pretendiam fugir para o Rio de Janeiro, pois sabiam que os outros integrantes da quadrilha haviam sido presos e identificados. Um terceiro homem de 25 anos, que também estava no veículo, foi detido para averiguar um possível envolvimento com a quadrilha.

A prisão foi feita por policiais civis do 96º DP (Monções), com o apoio da Seccional de Taboão da Serra. Os dois suspeitos já haviam sido identificados durante as investigações. O carro foi apreendido e será devolvido ao proprietário.

Outros sete suspeitos foram presos e um adolescente apreendido na madrugada desta segunda-feira. Ao todo, o bando tem 16 membros, segundo a Secretaria de Segurança Pública. A polícia continua as buscas pelos demais criminosos.

Perfil – Durante o dia, os jovens eram vistos como universitários estudiosos, faziam estágio em escritórios de grandes empresas e mantinham uma vida acima de qualquer suspeita. À noite, praticavam sequestros-relâmpagos no Brooklin e bairros vizinhos.

Um dos suspeitos é funcionário de uma empresa de advocacia localizada perto do 96º Distrito Policial (Brooklin). Os sete jovens detidos na segunda-feira têm entre 18 e 21 anos. Segundo o delegado titular do 96º DP, Eduardo Camargo Lima, pelo menos quatro estão matriculados em universidades tradicionais da capital, em cursos como administração de empresas e engenharia. Na maioria dos casos, os pais pagavam a faculdade e alguns deles tinham carros novos.

“São moradores da Zona Sul”, contou o delegado. “Um deles, de Santo Amaro, tinha a casa toda cercada por sistema de câmeras e os pais não acreditavam que o filho poderia estar envolvido em um crime”. Lima explicou que a investigação ganhou força em abril, com a prisão do estudante Bruno Rodrigues Guedes de Jesus, de 19 anos, que seria o chefe do bando e é apontado como coordenador de 19 sequestros-relâmpagos no bairro desde janeiro. Jesus continua preso.

(Com Agência Estado)

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