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Polícia francesa caça ‘psicopata canadense’

Por Da Redação - 2 jun 2012, 13h06

A polícia francesa iniciou uma caçada humana por Luka Rocco Magnotta, um canadense de 29 anos que está foragido, suspeito de ter matado com um picador de gelo e de ter desmembrado o corpo de um estudante chinês em Montreal, antes de embarcar em um avião para a França há uma semana.

Os policiais franceses, que tentam manter a maior discrição possível, efetuam “buscas precisas” para tentar encontrar pistas que levem ao “psicopata canadense”, segundo uma fonte policial.

Esta fonte se recusou a dizer se essas buscas estavam ligadas a hábitos do suspeito durante uma ou mais visitas à França realizadas no passado ou a informações segundo as quais ele estaria efetivamente em território francês.

Segundo os investigadores canadenses, Magnotta teria embarcado em um avião em Montreal com destino à França no dia 26 de maio. “Depois do aeroporto, nós recebemos informações que vamos manter para nós no momento”, havia afirmado na sexta-feira Ian Lafrenière, porta-voz da Polícia de Montreal.

Nesse mesmo dia, a polícia francesa havia afirmado não ter “certeza alguma quanto a sua presença na França”.

“A Brigada Nacional de Buscas de Fugitivos (BNRF) da polícia judicial francesa iniciou sua caçada automaticamente na quinta-feira após a emissão da nota de busca da Interpol”, indicou esta fonte.

“Verificações estão em andamento em listas” de passageiros de voos entre o Canadá e a França, mas não tivemos resultado algum até agora, havia indicado uma fonte aeroportuária.

Ex-ator de filmes pornográficos canadenses, Luka Rocco Magnotta, de 29 anos, nascido em Toronto, conhecido também pelos nomes de Eric Clinton Newman e Vladimir Romanov, é acusado de assassinato premeditado e de violação de cadáver.

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Ele usa perucas e pode se disfarçar de mulher. Muito ativo nas redes sociais, ele teria aderido a teses de supremacia da raça branca.

“Gosto de sangue”

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Suas fotos e até a sua voz foram amplamente difundidas pela imprensa canadense, que recuperou parte de uma entrevista concedida em dezembro passado a um jornalista do tabloide britânico The Sun, Alex West, que investigava um vídeo em que um homem dava um gato vivo a uma cobra que se preparava para devorá-lo.

O jornalista indicou que dois dias após o seu encontro, o jornal recebeu uma mensagem eletrônica anunciando que seu interlocutor pretendia produzir um filme “onde seria possível ver seres humanos, e não gatos”, acrescentando que “depois de matar e sentir o gosto do sangue, é impossível parar”.

Entrevistada pela rede de televisão pública canadense CBC, a transexual Nina Arsenault, que afirma ter tido um relacionamento com Magnotta, o descreveu como “manipulador, mentiroso, irascível e, frequentemente, autodestrutivo”.

Sua vítima é o estudante chinês Jun Lin, de 32 anos, oriundo de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, que tinha chegado a Québec em julho passado para estudar na universidade anglófona de Concordia, segundo a Polícia de Montreal. “Tudo nos leva a crer que essas pessoas se conheciam”, disse Lafrenière.

A Interpol emitiu uma ordem de captura internacional contra Magnotta depois de um pé humano ter sido enviado à sede do Partido Conservador do Canadá na terça-feira. Horas depois, uma mão foi encontrada em um posto dos correios de Ottawa, e um tronco foi achado dentro de uma maleta em uma lixeira de Montreal.

A Polícia canadense acredita que o crime ocorreu na noite entre 24 e 25 de maio, e que Magnotta é culpado. Ele teria voado depois para a França. “Ele pode até ter voltado para o Canadá com uma outra identidade”, acrescentou na sexta-feira o porta-voz da Polícia de Montreal, que se disse otimista quanto à possibilidade de detê-lo rapidamente.

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