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Polícia apreende 129 armas da quadrilha de Nem

População colabora com as forças de segurança. Disque-Denúncia recebeu 30 vezes mais ligações em novembro do que no mesmo período de 2010

Por Da Redação 15 nov 2011, 18h54

Nos três dias em que a polícia vasculha a Rocinha, o Vidigal e a Chácara do Céu, o balanço das apreensões é de 129 armas de fogo, sendo 73 fuzis, e 148 explosivos. Uma das armas encontradas é uma metralhadora ponto 30, capaz de abater um helicóptero. As drogas recolhidas já somam 350 quilos, entre maconha, cocaína, pasta de cocaína, crack e esctasy. Até o momento, já estão nas mãos da polícia 510 carregadores, cerca de 150 motos roubadas ou irregulares, 20 mil mídias piratas, 51 cartões de crédito, 100 cartões para clonagem, 62 máquinas de caça-níqueis e 47 rádios transmissores. Já foram estouradas três centrais de TV a cabo clandestina.

A polícia encontrou oito lunetas com mira telescópica pra fuzil, 62 máquinas caça-níqueis, material para refino de droga, 146 motocicletas, dois carros e um rastreador usado para que traficantes encontrassem as armas escondidas. Roupas usadas pelos traficantes para os confrontos ou para despistar a polícia também foram apreendidas. Já somam 150 camisas policiais encontradas, bem como 16 Coletes à prova de bala, nove toucas “ninja”, três joelheiras, e outros equipamentos.

O grande aumento no número de apreensões de domingo a terça é explicado pela ajuda dada através das denúncias dos próprios moradores sobre os esconderijos das armas dos traficantes. Nos dois primeiros dias, o Disque-Denúncia recebeu 308 ligações relacionadas ao crime na Rocinha e no Vidigal. Se for levado em consideração o mês de novembro, a quantidade de denúncias chegou a 673, número 30 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2010, quando foram feitas 22 ligações.

Antes de começarem as operações para desarticular a quadrilha de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, a média das ligações para o Disque-Denúncia envolvendo a Rocinha e o Vidigal era de três a quatro por dia. Desde domingo, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou a três locais onde estavam de armas e um laboratório de refino através de denúncias, que também chegam por bilhetes entregues por moradores.

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