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PM rejeita flores de manifestantes na Marcha da Liberdade

Redes sociais são a principal ferramenta de propaganda na passeata pela liberação da maconha. Proibido pela Justiça, ato é transmitido na internet

Os organizadores da Marcha da Liberade aproveitaram o impasse sobre a realização da marcha para promover o protesto pelas redes sociais. Pela internet, manifestantes combinaram a compra de flores para serem oferecidas à Polícia Militar, convocada para impedir a marcha, que ocorre na tarde deste sábado. Os policiais recusaram as ofertas de flores. O protesto foi proibido por determinação do desembargador Antonio Rossi, que expediu um mandado de segurança na noite de ontem. Em acordo com os PMs, os organizadores do movimento foram autorizados a iniciar a passeata até a Praça República desde que não se faça referência a qualquer ato criminoso, como o uso de drogas.

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“Eles realmente acham que queimar mato é uma categoria de pensamento.”

Concentrados no vão do Masp, os manifestantes postaram informações no microblog Twitter. A menos de trinta minutos do início previsto para a passeata, foram publicadas e repassadas quase cem mensagens em menos de dez minutos. No site da marcha, foram divulgadas dicas sobre o trajeto, a quem recorrer em busca de informações – os “monitores” usam panos coloridos sobre os ombros – e dicas de segurança. Contra eventuais atos de violência, os manifestantes pregam o uso de filmadoras e câmeras de celular. Independente do resultado da marcha, que deve ser reprimida pela PM, os manifestantes advertem para que ninguém ande sozinho. Há o temor de ataques de grupos de skinheads. No site da Marcha da Liberdade foi postado um documentário amador sobre os skinheads. A intenção é identificá-los pelo jeito de vestir e falar.

Pouco antes do início do horário previsto para o início da marcha, uma tropa de 100 PMs estava próximo ao vão do Masp para impedir a passeata, que pretende ir até a Praça da República, no Centro, passando pela rua da Consolação. No sábado passado (21), outra tentativa de passeata, com cerca de 700 pessoas, terminou em repressão da PM, com emprego de balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Seis pessoas foram presas e liberadas na mesma noite. A PM informou que agiu diante do risco de uma briga entre grupos de manifestantes e skinheads. Qualquer apologia à maconha será reprimida e pode terminar em prisão. “Nenhuma referência dessas será permitida”, afirmou ontem a delegada Victória Guimarães, titular do 78.º DP (Jardins). “Qualquer apologia fará com que adotemos as providências necessárias”, disse o major Marcos Félix, coordenador do 7.º Batalhão da PM.