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PM do Gate sequestra e mata jornalista em São Paulo

Mesmo após o assassinato, sequestrador continuou pedindo resgate para a família

A DAS (Divisão Anti-Sequestro) da Polícia Civil de São Paulo encontrou na tarde deste sábado o corpo da jornalista Luciana Barreto Montanhana, 29, morta por estrangulamento. A vítima foi sequestrada em 11 de novembro quando saía de uma academia de ginástica no shopping Eldorado (zona sul de SP). O corpo de Luciana estava no km 44 da rodovia Anchieta. O autor do crime é o cabo Rodrigo Domingues Medina, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), também conhecido como a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo.

A jornalista trabalhava como assessora de imprensa para a Gaspar & Associados e foi abordada pelo policial armado por volta das 21 horas do dia 11. Medina confessou ser o autor do crime cinco dias após ser preso. Ele havia sido surpreendido pela polícia em um orelhão da zona norte de São Paulo, quando ligava para a família da vítima para pedir o dinheiro do resgate. Mesmo após ter assassinado a jornalista, Medina ligou cerca de seis vezes para sua família para pedir 500 mil reais de resgate.

Durante a confissão, Medina afirmou que abordou aleatoriamente Luciana porque estaria precisando de dinheiro. O assassino negou que conhecesse a assessora ou que tivesse alguma informação sobre a vida financeira do noivo, um empresário bem-sucedido de São Paulo. O corpo foi encontrado ontem, já em estado de decomposição, o que confirmaria que ela foi morta no dia do sequestro.

O enterro de Luciana acontecerá na tarde deste domingo, às 16 horas, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo.