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PF deflagra operação contra extração ilegal de madeira na Amazônia

Ação cumpre 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 109 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 25, uma operação para cumprir 29 mandados de prisão com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção responsável por extração e comércio ilegais de madeira na Amazônia.

Com apoio do Ministério Público Federal, a chamada operação Arquimedes investiga negociações ilícitas entre funcionários de órgão ambiental estadual, engenheiros ambientais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras.

Segundo a PF, uma nova tecnologia de utilização de imagens de satélite permitiu monitorar focos de desmatamento com frequência praticamente diária, o que “resultou numa melhor fiscalização e no aumento das ações in loco”.

Além das ordens de prisão -23 preventivas e 6 temporárias -, foram expedidos 109 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em Acre, Amazonas, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Roraima, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal, assim como a autorização de bloqueio de 50 milhões de reais das empresas investigadas e outras 18 medidas cautelares.

Em curso desde 2017, a operação já reteve mais de 400 contêineres destinados a grandes comerciantes madeireiros no Brasil, na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, a partir de dois portos da cidade de Manaus, que são responsáveis pelo escoamento quase total da produção de madeira extraída da Amazônia Legal, segundo a PF.

Os investigados na operação podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, falsidade documental, extração e comércio ilegal de madeira, lavagem de bens, direitos e valores, corrupção ativa e passiva e de constituição de organização criminosa.