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Para Eduardo Paes, debate do Rio foi ‘chatérrimo’

Por Da Redação
3 ago 2012, 17h50

Por Tiago Rogero e Luciana Nunes Leal

Rio – Na manhã seguinte ao debate da TV Bandeirantes, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), atacado pelos quatro adversários, considerou o confronto “chatérrimo”, confessou que ficou com sono e se disse satisfeito por tudo ter ocorrido dentro do previsto.

Em conversa com a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, o prefeito comentou: “Foi ótimo, um zero a zero desgraçado. Chatérrimo.” Diante do comentário de Maria Silvia de que o programa vai ao ar muito tarde (das 22h à meia-noite e meia), completou: “Eu fiquei com sono.”

Paes e Maria Silvia aguardavam a retomada do sinal durante uma entrevista coletiva transmitida simultaneamente no Rio e em Londres e convocada para marcar os quatro anos que faltam para o início dos Jogos Olímpicos de 2016. Ser perceber que o áudio estava aberto, o prefeito tomou a iniciativa de comentar o debate. “Foi ótimo, do jeito que a gente queria”, disse o prefeito.

Candidata a vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM), a deputada Clarissa Garotinho (PR), filha do ex-governador Anthony Garotinho, reagiu ao comentário do prefeito. “Eduardo Paes está se achando”, disse no Twitter.

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Paes comemorava o fato de não ter passado por nenhum constrangimento mais sério durante o embate. O prefeito ignorou os ataques de Maia, Marcelo Freixo (PSOL), Otávio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV), tanto em relação aos problemas da cidade quanto às provocações políticas, com referências ao mensalão e às viagens luxuosas do governador Sérgio Cabral (PMDB) com o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta.

O primeiro debate em TV aberta deixou claras as estratégias opostas de Paes e do resto dos concorrentes. Enquanto os oposicionistas tentavam mostrar suas biografias e responsabilizar Paes por problemas como saúde, educação, crack, saneamento, transporte público, milícias e tratamento do lixo, o prefeito enumerava realizações de sua gestão e insistia no bordão de que pôs em prática o que “muitos prometeram no passado e não cumpriram”.

Freixo, Otávio Leite, Maia e Aspásia procuravam aproveitar cada minuto das duras horas e meia, enquanto o prefeito torcia para o programa chegar logo ao fim, sem percalços. Este é o espírito dos colaboradores do prefeito na campanha pela reeleição. Diante do comentário de que a disputa no Rio não terá grandes emoções, por causa do favoritismo do prefeito, os aliados brincam: “Tomara que fique assim, não precisamos de emoções fortes.”

Na madrugada de sexta, depois do debate, Freixo, o candidato que mais confrontou o prefeito e também o mais seguro, insistiu na “necessidade de segundo turno” e reclamou da falta de resposta de Paes a perguntas sobre expansão do metrô, a domínio das milícias em áreas pobres e a terceirização da administração dos hospitais.

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