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Papa diz que Europa é incapaz de fazer sacrifícios frente à crise

Por Vincenzo Pinto 22 dez 2011, 11h23

O papa Bento XVI advertiu nesta quinta-feira que a crise econômica que atinge a Europa é antes de tudo “ética” e reconheceu que os europeus não contam com “a força que os motive” a fazer sacrifícios, ao receber ao colégio de cardeais para as festas de Natal.

“Neste fim de ano, a Europa encontra-se em uma crise econômica e financeira que, em última instância, funda-se sobre a crise ética que ameaça o Velho Continente”, afirmou o Papa diante dos cardeais da Cúria Romana reunidos na elegante Sala Clementina do Vaticano.

“Apesar de não estarem em discussão alguns valores como solidariedade, o compromisso com os demais, a responsabilidade pelos pobres e os que sofrem, falta com frequência, no entanto, a força que os motive, capaz de induzir as pessoas e os grupos sociais a renúncias e sacrifícios”, afirmou.

“A vontade não segue sempre a mesma pauta. A vontade que defende o interesse pessoal ofusca o conhecimento, e o conhecimento fragilizado não é capaz de fortalecer a vontade”, completou.

“Onde está a luz que pode iluminar nosso conhecimento, não apenas com ideias gerais, mas com imperativos concretos?”, questionou-se o Papa ao ilustrar as razões pelas quais lança “uma nova evangelização” para o mundo.

O Pontífice, de 84 anos, que há algumas semanas aparece com o rosto cansado, o que gerou rumores sobre suas condições de saúde, cumprimentou os cardeais um por um para desejá-los feliz Natal.

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