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Pai da menina Joanna é indiciado por tortura

Depois de três meses de investigações, delegado encontra indícios de maus tratos constantes à criança. Depoimento de ex-babá foi fundamental

O pai da menina Joanna Marins, de 5 anos, morta em agosto, foi indiciado por crime de tortura. Depois de três meses de investigações, o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), concluiu que a criança sofria maus tratos constantes e que há fortes indícios de que André Rodrigues Marins torturava a filha. Cerca de 50 testemunhas foram ouvidas.

A menina estava sob os cuidados do pai há um mês e meio quando deu entrada no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, apresentando convulsões, hematomas nas pernas e marcas de queimaduras pelo corpo. André recebeu da Justiça o direito de ficar com a filha por dois meses por conta de uma disputa pela guarda com a mãe da criança. Antes de morrer, Joanna ficou internada por 28 dias.

O delegado explicou que laudos do Instituto Médico Legal (IML) e o depoimento de uma ex-babá contratada por Marins foram fundamentais para as investigações. O inquérito foi enviado nesta sexta-feira para o Ministério Público Estadual. A pena para o crime de tortura varia de dois a oito anos de reclusão. A justiça ainda pode pedir a prisão preventiva do pai de Joanna. Ele nega as agressões.