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Quem são os 4 religiosos investigados no escândalo de abusos da Igreja

O acobertamento que vigorou até aqui tem real chance de ser banido pelo Vaticano

Por João Batista Jr., Adriana Dias Lopes e Edoardo Ghirotto 12 jul 2019, 06h30 | Atualizado em 4 jun 2024, 15h34
Quem são os 4 religiosos investigados no escândalo de abusos da Igreja Priorizar nos meus resultados Google

Quatro religiosos são investigados em um dos maiores escândalos de abuso sexual da Igreja Católica no Brasil, revelado pela reportagem de capa de VEJA desta semana. Os crimes cometidos nas sombras nas últimas décadas, com a conivência de superiores religiosos, só começaram a ficar conhecidos nos últimos meses e são detalhadas em depoimentos das próprias vítimas.

A Polícia Civil e o Vaticano investigam como dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito da Diocese de Limeira, atuou de forma a permitir e acobertar que padres praticassem crimes de abuso sexual. Há indícios de que ele recebia propina para não reportar as barbaridades ocorridas sob sua jurisdição, em uma espécie de “mensalinho dos abusos“.

Três clérigos são suspeitos de terem abusados de fiéis: Pedro Leandro Ricardo é acusado por seis adolescentes (sendo cinco ex-coroinhas), em situações que vão de molestar menores na sacristia até fazer sexo oral forçado dentro da casa paroquial. Felipe Negro é investigado por assediar um coroinha e fazer sexo por dinheiro com um ex-seminarista. Já Carlos Alberto Rocha foi denunciado por abusar, molestar e torturar um coroinha ao longo de um ano.

Leia, em VEJA desta semana, a reportagem completa que detalha os casos. A tática de acobertamento, em vigor no Brasil e no exterior por muito tempo, tem uma chance real de ser banida. Em fevereiro deste ano, o Papa Francisco abriu um evento destinado a discutir o abuso sexual contra menores cometido por membros do clero. Para o encontro, denominado “A proteção de menores na Igreja”, o pontífice convocou 114 presidentes de conferências episcopais, como a CNBB, cardeais e embaixadores. Padres e religiosos agora são obrigados a denunciar todo denúncia para a hierarquia católica. 

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Denúncias via WhatsApp: Envie mensagens anônimas para o número 11 99967-9374 para denunciar casos de abuso na Igreja.

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