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Operação de combate ao crack recolhe 167 no Rio

Por Tiago Rogero

Rio – Operação realizada hoje recolheu 167 pessoas nas cracolândias das favelas do Jacarezinho e Manguinhos, zona norte do Rio. Foi o maior número de recolhimentos desde o início das operações de “combate ao crack” da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), em 31 de março.

Foram recolhidos 18 jovens e 149 adultos. O secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, disse que tem havido queda na quantidade de jovens, mas, entre os adultos, a redução é menor porque “o abrigamento não é compulsório”.

“Quase todos passam ali um tempo, tomam banho, se alimentam, mas pouco permanecem. Já há lei na Câmara tramitando em relação a isso. Acho que, para tratar da pessoa que está nesse estágio do crack, só com a internação compulsória”, afirmou.

Na ação de hoje, ao contrário da redução apontada por Bethlem, quase dobrou a quantidade de jovens usuários de crack em Manguinhos, em relação à última operação na comunidade, em 3 de agosto.

“Fizemos a ação com uma força policial bem maior, pode ter sido isso. Mas realmente houve o aumento. Vamos fazer outras operações ali e identificar se foi uma coisa pontual ou é uma tendência”, disse.

No momento da abordagem, com apoio da guarda municipal, policias civis e militares, 31 pessoas se identificaram como menores de idade: 6 do Jacarezinho e 25 de Manguinhos.

Após identificação na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, os agentes constataram que somente 18 tinham menos de 18 anos. Em seis deles, segundo a Smas, foi diagnosticada a necessidade da internação compulsória.

Subiu então para 91 o número de pacientes nos quatro abrigos da prefeitura, que têm capacidade para 145, segundo Bethlem. “Já temos engatilhado, se for necessário, aumentar mais 40 vagas. Começamos a ver o local para a construção de um novo abrigo na zona oeste da cidade”, disse o secretário.