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Olho de Huck ‘brilha’ pela Presidência, dizem líderes políticos

Apresentador se mostra dividido entre o que deseja a 'pessoa física' e as obrigações da 'pessoa jurídica', como o contrato com a Rede Globo e patrocinadores

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 10 fev 2018, 10h35 - Publicado em 10 fev 2018, 10h33

O destino de Luciano Huck — se será ou não candidato à Presidência da República — é tratado como uma decisão de “foro íntimo”, mas entre líderes políticos a avaliação é de que “o olho dele está brilhando”.

Com quem conversou nos últimos dias, o apresentador se mostra dividido entre o que deseja a “pessoa física” e as obrigações da “pessoa jurídica”. A “pessoa física” está propensa a enfrentar o desafio de uma candidatura, mas seus compromissos profissionais (contrato com TV e patrocinadores) pesam contra. A TV Globo reforçou o pedido para que o apresentador se defina antes do fim de fevereiro — de preferência logo depois do Carnaval. A nova grade de programação da emissora estreia em abril. Uma decisão de Huck vai causar impacto em toda a formatação da TV para 2018. Se decidir por disputar a Presidência, a emissora deve tirar do ar o Caldeirão do Huck, além de sua mulher, Angélica. 

“Ele está considerando a possibilidade”, afirmou Fernando Henrique Cardoso, que anda encontrando o apresentador, em entrevista à Rádio Guaíba. “Mas ele trabalha na Globo, tem um contrato e tem que pesar estas coisas todas. Ele tem que ver por qual seria o partido e como vai ser. Que eu saiba, não há uma decisão por parte dele e não é uma decisão fácil. É uma decisão que tem que ser dele. Eu não vou imaginar que eu possa influir, pois ele sabe a minha posição.”

Embora reitere que está alinhado com o correligionário Geraldo Alckmin (PSDB), Fernando Henrique tem sido um incentivador da candidatura de Huck argumentando que é bom para o país ter “opções”. Esta foi uma avaliação consensual durante um almoço na terça-feira passada no apartamento do ex-presidente, no bairro de Higienópolis. O almoço reuniu FHC, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (MDB). 

A análise é de que o campo político que vai da centro esquerda — representada principalmente pelo PPS, sigla que tenta filiar Huck — aos partidos liberais precisa ter “alternativas” ao governador paulista, que já foi lançado pré-candidato, mas ainda não atingiu dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto. 

Hartung é cotado como possível vice de Huck. Roberto Freire, presidente do PPS, e o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga são interlocutores frequentes dele. Rodrigo Maia, que no fim do ano passado tentou atrair o apresentador para o DEM, mais recentemente passou a admitir que ele mesmo pode se candidatar. 

Já Maia, agora pré-candidato, vê com ceticismo a possível candidatura. “Se ele escreveu mais de uma vez que não é candidato, inclusive na Justiça Eleitoral, não trabalho com esse assunto como uma opção. Se ele mudar de opinião – e ele tem todo o direito de escrever uma coisa num dia e outra no outro -, aí vai ser outro debate”, disse à TV Bandeirantes. 

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