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O voluntário rebelde da Copa das Confederações

Alex Tietre, que levantou uma bandeira do arco-íris durante a festa de encerramento no Maracanã, diz que as declarações de Mara Maravilha foram a gota d'água para o protesto

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 1 jul 2013, 17h40

Os amigos do voluntário que levantou uma bandeira do arco-íris durante a festa de encerramento da Copa das Confederações, domingo, no Maracanã, souberam na hora quem era o autor do protesto. Momentos antes do início da apresentação, o ator Alex Tietre publicou um post no Facebook dizendo que “chamaria mais atenção do que Ivete Sangalo”, atração principal do evento. “Assistam à apresentação de encerramento da Copa das Confederações, antes do jogo, no Maracanã. Vou me apresentar com a Ivete Sangalo. Vou chamar mais atenção que ela!”, escreveu.

Tietre cumpriu a promessa: escondeu a bandeira confeccionada no sábado dentro do macacão e, minutos antes de entrar em campo, avisou a outro voluntário que erraria, de propósito, a coreografia. Assim, conseguiu dar visibilidade para a bandeira que dizia: “Ser gay é mara… Aberração é o preconceito”.

Leia: Na cerimônia de encerramento, um protesto de voluntários

O texto fazia menção à declaração da ex-apresentadora infantil Mara Maravilha, no programa Morning Show, da Rede TV. Evangélica, Mara referiu-se aos gays como “aberração”. “O Brasil vive um cenário preocupante e não podemos ficar calados. Não é razoável que uma Comissão de Direitos Humanos aprove um projeto que propõe uma suposta cura gay. Ser gay não é classificado como doença. Então, se não existe doença, não existe cura. As declarações da Mara, segunda-feira, foram a gota d’água”, contou Tietre.

O ator de 35 anos, que mora em Niterói, Região Metropolitana do Rio, assustou-se com a repercussão do seu protesto, mas afirma não ter se arrependido. Ele participou das recentes manifestações no Rio e em Niterói e diz que chegou à conclusão que trabalhar como voluntário para a Fifa não seria razoável. “São eventos que envolvem muito dinheiro. Para que ser voluntário?”, disse ele, orgulhoso de ter levado a “manifestação da rua para o estádio”.

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