Clique e assine a partir de 9,90/mês

O novo código de convivência profissional entre homens e mulheres

Na era da intolerância ao assédio e da crescente afirmação feminina, empresas proíbem caronas, beijinhos, elogios e outras interações

Por Fernanda Bassette, João Pedroso de Campos. Com reportagem de Françoise Terzian e Leonardo Lellis - Atualizado em 5 jan 2018, 08h29 - Publicado em 4 jan 2018, 19h31

Um gerente chega ao escritório e, ao ser apresentado a uma nova funcionária, cumprimenta-a com um beijo no rosto. Na sequência, recebe a portas fechadas membros da sua equipe para avaliações individuais, incluindo a estagiária. Ao dar bom-dia à secretária, elogia o seu perfume. Mais tarde, aceita o convite para a happy hour da firma e oferece carona a uma subordinada.

Se você, leitor, nem desconfia que pode haver algo de condenável nas atitudes do nosso gerente, esteja certo de que corre os mesmos riscos que ele. Hoje, pelas regras de muitas empresas, esse chefe hipotético teria batido um recorde de condutas inadequadas — e, a depender da visão de seus colegas e patrões, poderia ser um sério candidato ao título de assediador da turma.

+ Denúncias por assédio sexual crescem 200% em dois anos no Brasil

Sim, os códigos de conduta entre os sexos estão passando por uma transformação radical, impulsionada pela explosão das denúncias de assédio e pela crescente afirmação feminina. E há gente confusa com isso — em particular, homens criados no tempo em que era aceitável virar a cabeça diante da passagem de um derrière feminino. Mas, ei, isso também não pode mais? Não, senhores, não pode.

Na reportagem de capa de VEJA desta semana, conheça empresas que estão elaborando códigos de conduta com regras para as interações.

Continua após a publicidade

A rede de clínicas médicas populares dr.consulta, por exemplo, prepara para o primeiro trimestre deste ano a distribuição de uma cartilha em que proíbe, entre outras coisas, cumprimentos que incluam beijos e abraços.

“Cada um tem o seu limite. Então, é melhor evitar”, justifica Anna Karla Ribeiro, diretora de gente e gestão da rede. Na GuardeAqui, líder no setor de boxes de armazenagem no país, as normas de convivência já vigoram há um ano e abrangem “olhares maliciosos” e “exibição de fotos sexualmente sugestivas”.

Leia também o depoimento de homens que decidiram calibrar gestos e atitudes cotidianos para evitar qualquer tipo de mal-entendido.

Assine agora o site para ler na íntegra esta reportagem e tenha acesso a todas as edições de VEJA:

Ou adquira a edição desta semana, a partir desta sexta-feira, 5 de janeiro de 2018, para iOS e Android.
Aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Continua após a publicidade
Publicidade