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“Não tenho conta no exterior” – repete Eduardo Cunha

O presidente da Câmara falou a VEJA na semana em que o Conselho de Ética da casa escolheu o relator do processo que pode levar à sua cassação

O senhor mentiu à CPI da Petrobras? Reitero: não tenho conta bancária. Tenho ativos oriundos das décadas de 80 e 90, decorrentes de operações de comércio exterior e de aplicações no mercado financeiro internacional, administrados por um trust contratado por mim com a finalidade específica de garantir a educação de meus filhos.

Não é estranho o trust receber depósitos de um empresário acusado de pagar propina no petrolão? O trust recebeu cinco depósitos em 2011, num total de 1,3 milhão de francos suíços. Até hoje, ele não reconhece esses recursos como pertencentes aos meus ativos. O trust nunca mexeu nesse dinheiro, que está guardado até que alguém reclame a sua devolução.

Quando o senhor soube da existência desses depósitos? Eles me informaram, acho, no fim de 2011. Eu respondi que desconhecia o ativo.

A bancada do PMDB na Câmara tentou nomear o autor dos depósitos para a Petrobras. Essa foi uma escolha do Fernando Diniz, deputado com quem eu tinha uma grande amizade. Eu mantinha com o Fernando Diniz, inclusive, uma relação financeira, pois havia emprestado dinheiro a ele. O Fernando morreu, e eu dei o empréstimo como perdido. Se eventualmente o Fernando Diniz deixou algum tipo de orientação com alguma pessoa para que me pagasse, não fui avisado.

Não seria mais fácil pagar essa dívida no Brasil mesmo? O dinheiro do Fernando era oriundo… de fora do país.

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