Clique e assine a partir de 9,90/mês

Mulher de Bruno e cinco suspeitos já estão presos

Administrador do sítio do goleiro e três amigos estão em poder da polícia. Justiça de MG decretou prisão de 30 dias

Por Andréa Silva, de Contagem (MG) - 7 jul 2010, 12h33

Versão apresentada por amigos do jogador, sobre entrega do menino Bruninho por Eliza, foi desmontada pela polícia

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais emitiu uma nota informando, no início da tarde desta quarta-feira, que estão presos cinco dos envolvidos no desaparecimento da jovem Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo. Já estão em poder da polícia mineira Dayanne Souza, mulher do jogador; Elenílson Vítor da Silva, administrador do sítio de Bruno; Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha) e Sérgio Rosa Sales Camilo.

Dayanne é suspeita de ter participado do rapto do menino Bruninho, filho de Eliza. Ela cheogu a ser presa em flagrante na semana passada e autuada por “subtração de incapaz”. Elenílson, que cuidava do sítio em Esmeraldas para onde foi levada a vítima, prestou depoimentos diferentes à polícia e, no último deles, afirmou ter visto a jovem nos dias 8 e 9. As informações são conflitantes com o que o menor de 17 anos disse, na noite de terça-feira, a policiais do Rio. Segundo o menor, ela teria sido morta no dia 6.

Flávio e Wemerson são considerados suspeitos porque sustentaram, em depoimento a policiais mineiros, que receberam das mãos de Eliza o menino Bruninho para ser levado até o jogador. Esta versão foi desmontada a partir do depoimento do menor, que confessou ter sequestrado e agredido a jovem.

A polícia informou, nesta quarta-feira, que Sérgio era, na verdade, o motorista da Land Rover quando o carro, no dia 8, foi apreendido em uma blitz em Contagem (MG), por estar com a documentação irregular. Cleiton da Silva Gonçalves, que consta no registro da polícia como condutor do carro, assumiu a responsabilidade na blitz porque Sérgio estava com problemas na habilitação para dirigir.

As prisões temporárias decretadas pela Justiça de Minas Gerais são de 30 dias. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão, por decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, de Contagem. Além dos que já estão presos, são procurados também o próprio Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

A Justiça do Rio decretou prisão temporária, mas de cinco dias, e expediu mandados para Bruno e Macarrão – por envolvimento no seqüestro e morte de Eliza Samudio. Os dois são considerados foragidos e estão sendo procurados por seis equipes da Polícia Civil fluminense.

Continua após a publicidade
Publicidade