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Memorial da América Latina reabre nesta terça-feira, após incêndio

Pavilhão da Criatividade e a biblioteca voltarão a funcionar. Incêndio destruiu auditório Simón Bolívar na sexta-feira

Por Da Redação 3 dez 2013, 08h50

Os prédios e áreas livres do Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo, que não foram afetados pelo incêndio da sexta-feira, voltam a funcionar a partir desta terça-feira. O Pavilhão da Criatividade e a biblioteca serão reabertas. Um show deve acontecer ainda nesta terça-feira na Praça Cívica. O auditório Simón Bolívar, destruído pelo incêndio, continua interditado.

A Fundação Memorial da América Latina vai contratar o Instituto de Pesquisas Tecnológicas para avaliar a estrutura do auditório. O IPT fará nesta terça-feira a primeira visita técnica para avaliar o edifício e inspecionar as áreas afetadas pelas chamas. A escolha do IPT foi definida após determinação da Defesa Civil Municipal para que o Memorial fizesse um estudo sobre a segurança do local. Após o incêndio, parte da estrutura metálica que sustenta o concreto do teto ficou exposta.

O IPT informou que esta primeira vistoria será preliminar, para verificar a abrangência dos danos. O laudo vai dizer se a estrutura terá de ser demolida ou qual o tipo de restauro adequado ao edifício. O laudo será apresentado à subprefeitura da Lapa, que entregou no sábado passado o auto de interdição do auditório à Fundação Memorial. Ainda não há um cronograma para as eventuais obras de reparo nem data definida de quando o auditório poderá ser reaberto ao público.

Um inquérito policial sobre o caso foi aberto no 23.º Distrito Policial (Perdizes). O laudo da Polícia Científica que vai apontar as causas do acidente deve ficar pronto em 30 dias. A principal hipótese é de que tenha havido um curto-circuito que provocou as primeiras fagulhas.

Bombeiros – Um dos quatro bombeiros que ficaram feridos durante os trabalhos de combate às chamas do Memorial deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas na segunda-feira. Três bombeiros continuam internados na UTI com quadro de saúde estável. Eles tiveram queimaduras internas nas vias respiratórias, ferimento causado pela inalação de gases muito quentes enquanto estavam no auditório.

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Alvará – O impasse sobre a situação legal do Memorial continua. No fim de semana, a prefeitura de São Paulo informou que o auditório e o restante do complexo projetado por Oscar Niemeyer não tinha alvará de funcionamento desde 1993.

No mesmo dia, além de mostrar o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros atestando a segurança do auditório, o presidente da Fundação Memorial, João Batista de Andrade, disse que a falta do alvará ocorria porque a prefeitura ainda não havia emitido o documento – chegou a mostrar um ofício assinado pela diretoria do antigo Contru (atualmente a Secretaria Municipal de Licenciamentos) que garantia a segurança do local.

Na segunda-feira a prefeitura reiterou que faltam documentos para a obtenção do alvará de funcionamento – sem especificar quais não foram apresentados. A ausência dos documentos não impediria o funcionamento do Memorial, porque o processo já existe e as condições de segurança estão comprovadas.

Arte – As duas obras de arte mais importante do auditório que resistiram ao fogo – o painel Agora, do mato-grossense Victor Arruda, e a escultura Pomba, do mineiro Alfredo Ceschiatti, foram vistoriadas na segunda-feira por um restaurador contratado pelo Memorial. A dúvida é se as obras poderão ser restauradas no próprio auditório ou se terão de ser removidas. As demais obras que ficavam no auditório – a maioria apenas de valor decorativo – foram retiradas no domingo por técnicos. A exceção é a tapeçaria de Tomie Ohtake que decorava as laterais do prédio – a peça foi destruída pelo fogo.

(Com Estadão Conteúdo)

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