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Meio milhão de trabalhadores do Rio serão testados para Covid-19

Firjan vai oferecer testes gratuitos ou a preço de custo para profissionais da indústria fluminense

Por Da redação - Atualizado em 5 abr 2020, 17h19 - Publicado em 5 abr 2020, 17h07

A partir das próximas semanas, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) vai oferecer testes em massa para os trabalhadores da indústria fluminense e agilizar o diagnóstico do coronavírus no estado que já conta com 1394 casos e 64 mortes por conta da doença. O objetivo do programa, que deve se estender até setembro, é alcançar 556 000 funcionários; os exames serão oferecidos gratuitamente para pequenas indústrias e a preço de custo para as grandes.

Feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a iniciativa terá capacidade de processar até 2 248 testes e entregar os resultados em 24 horas. A primeira leva será oferecida para indústrias que possuem ambulatórios da Firjan SESI em suas unidades e para funcionários de Saúde da própria federação que atuam na coleta do material para as análises. O recolhimento das amostras vai começar na cidade do Rio, onde há mais casos de Covid-19, seguindo depois para a Região Metropolitana.

Com participação da UFRJ, a análise do material será feita no Centro de Inovação SESI Higiene Ocupacional, localizado no Maracanã, na Zona Norte do Rio. A metodologia usada será a coleta de secreções do nariz e garganta com o auxílio de hastes flexíveis – considerada a mais eficiente para o diagnóstico precoce da Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por se basear na detecção do material genético do vírus. “Esta metodologia apresenta acurácia maior que 99% e pode detectar a presença do vírus antes do surgimento dos sintomas da Covid-19”, explica o pesquisador-chefe Antônio Augusto Fidalgo.

Garantir a testagem em massa para todos os casos suspeitos de coronavírus vem sendo apontada pela OMS como uma das formas mais eficientes de combate à pandemia. O diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que testar todos os que chegam aos postos de saúde é essencial para isolar o máximo de pessoas infectadas, além de saber o quebrar a cadeia de transmissão ao se identificar o quanto antes quem pode ter entrado em contato com os infectados.

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No Brasil, até o meio do mês passado, havia apenas três laboratórios capacitados para realizar os exames: a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas, no Pará. No último dia 18, o Ministério da Saúde anunciou a disponibilidade de laboratórios centrais em todos os estados. Neste sábado (4), o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que está negociando a compra de novos kits de testagem da Inglaterra, para testar 40 000 brasileiros por mês. Segundo Guedes, com os testes, o governo terá informações mais precisas sobre o contágio por coronavírus no país e, assim, poderá planejar a volta gradativa da atividade econômica no país no futuro.

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